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Segurança em redes Wi-Fi - Prevenção
 
Nelson Murilo *
 
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Os ataques podem ocorrer em vários níveis, então os métodos preventivos devem se dar em todos eles. O usuário deve cobrar do administrador ou provedor que as soluções adotadas sejam as mais seguras possíveis, porém um modelo eficiente e seguro em um ambiente certamente não será em outro.

Em redes pequenas pode ser razoável usar senhas WEP ou WPA previamente compatilhadas, mas isso não é factível em redes pagas em locais públicos (hotspots), onde não existe condições de contatar todos os usuários do serviço para uma eventual troca da senhas. Neste caso, a autenticação usando HTTPS, por exemplo, pode garantir uma segurança adicional, e ainda maior se o usuário confirmar o certificado digital da empresa provedora do serviço, evitando acessar concentradores falsos.

Sinais suspeitos de conexão com concentradores clonados são:

  • Após autenticação, a navegação não funciona;
  • Navegação intermitente;
  • Sinal do concentrador variando, por vezes sumindo e reaparecendo.

    Os novos padrões, notadamente o 802.11i, possibilitam métodos de autenticação bastante robustos, com os quais o administrador pode montar ambientes que, por exemplo, usem uma base centralizada de usuários para qualquer necessidade de autenticação, quer seja uma aplicação, acesso a recursos da rede (cabeada, sem fio ou ambas), uso de VPNs (Redes Privadas Virtuais), etc.

    Esse tipo de solução pode ser interessante para empresas com muitos funcionários, pois reduz bastante as chamadas para troca de senhas, permite um maior controle dos usuários ativos e facilita a criação e manutenção das aplicações e sistemas da empresa, pois a parte de autenticação é a mesma para todos. Esse método também pode ser usado sem maiores problemas por serviços pagos de acesso à Internet, pois o usuário teria de fornecer as mesmas informações a que ele já está acostumado: usuário e senha.

    Entretanto, esses padrões necessitam de equipamentos mais recentes e, em princípio, o fornecedor do serviço não poderia exigir que seus assinantes estejam atualizados em termos de placas e equipamentos (alguns notebooks e PDAs têm placas sem fio integradas, por exemplo). E a despeito da possibilidade de a empresa prestadora do serviço fazer convênios com fabricantes de equipamentos, oferencendo linhas de crédito ou descontos para aquisição de dispositivos compatíveis com o serviço, esta idéia (convênio) pode ser melhor aproveitada por empresas, que têm maior poder de, digamos, convencimento sobre seus funcionários.

    É importante saber que acessos públicos (pagos ou não) são, em princípio, um risco, por isso não se deve usar equipamentos de terceiros para acessar informações pessoais ou empresariais sensíveis. E isso vale para equipamentos de infra-estrutura também (link, roteadores, concentradores, servidores etc.). O uso de criptografia é essencial para aumentar a segurança das informações trafegadas, e isso pode ser conseguido através de VPNs, HTTPS, SPOP3 (acesso POP3 seguro) ou protocolos convencionais acrescidos da camada SSL, por exemplo. Verifique com o suporte da sua empresa ou provedor a existência desses mecanimos e como configurá-los.

    E, por fim, para evitar ataques aos computadores, notebooks e PDAs, devem ser seguidos os mesmos procedimentos conhecidos para redes cabeadas, como atualizar o sistema operacional, aplicativos, antivírus, firewall pessoal, anti-spyware e anti-spam. Da mesma maneira que um carro sem manutenção, um computador desatualizado é dor-de-cabeça na certa.

    * Nelson Murilo é analista de segurança e diretor da Pangéia Informática (www.pangeia.com.br).
     

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