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Quinta, 24 de março de 2005, 10h02 
Estudo diz que 31% dos internautas clicam em spams
 
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O envio de spam parece não preocupar muito um grande número de internautas, que estão dispostos a clicar em links de mensagens indesejadas ou até mesmo em comprar produtos anunciados nesses e-mails. A informação é de uma pesquisa divulgada hoje pela empresa de análise de mercado Radicati Group.

O estudo levantou o mau hábito do internauta ao lidar com o problema. Segundo os dados da pesquisa da Radicati Group, 31% dos internautas já clicaram em links contidos em spams e mais de 10% já compraram produtos anunciados nas mensagens. A atitude incentiva o envio dos anúncios indesejados que praticamente não custam nada para serem transmitidos.

"Estes dados preliminares são surpreendentes e nos horrorizaram", afirmou o analista do Radicati, Marcel Nienhuis. "Explica porque ameaças de segurança, incluindo spam, vírus e fraudes continuam a se proliferar", acrescentou.

De acordo com o levantamento, há uma grande necessidade de se educar melhor os internautas sobre as ameaças que podem comprometer sistemas de email uma vez que ao clicar em um link de um spam o internauta está enviando um alerta ao spammer dizendo que seu endereço de email é válido, o que causa um envio ainda maior de mensagens indesejadas a sua caixa postal.

Além disso, ao clicar nos links, o usuário pode ficar exposto a vírus e outros programas maliciosos que podem se espalhar por uma rede corporativa e atingir até clientes da empresa, afirma a Radicati. Segundo dados da indústria, as mensagens spam representam cerca de 80% do tráfego de dados transmitido pela Internet. No ano passado, provedores de acesso à Web dos Estados Unidos afirmaram que o envio de spam gerou um prejuízo de US$ 500 milhões em banda desperdiçada.
 

Reuters

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