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Spam
Quarta, 29 de setembro de 2004, 14h03 
Microsoft e Amazon abrem processos contra spammers
 
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A Microsoft e a Amazon.com abriram juntas um processo contra spammers e praticantes de trapaças para convencer usuários de computadores desprevenidos a divulgar dados sobre cartões de crédito e contas bancárias. A informação foi feita pelas duas empresas hoje.

A maior fabricante de software e o maior grupo de varejo online do mundo abriram um processo conjunto no tribunal federal de Seattle contra a Gold Disk Canada, com sede em Ontário, no Canadá, pelo "envio de mensagens enganosas de e-mail, entre as quais falsificações que fingem se originar da Amazon.com, Hotmail.com e outros domínios".

A prática, conhecida como spoofing, leva os usuários a acreditarem que as mensagens sejam e-mails legítimos vindos das empresas. Representantes da Gold Disk Canada não foram localizados imediatamente para comentar o assunto.

"Trabalhamos com muito afinco para criar uma relação de confiança com os consumidores... esse tipo de atividade desgasta a confiança", disse David Zapolsky, diretor jurídico associado da Amazon.com.

A Amazon.com também abriu três outros processos no tribunal superior do condado de King, Seattle (Estados Unidos), contra responsáveis por esquemas criados para roubar os números de cartões de crédito e outras informações financeiras.

Em uma tática conhecida como phishing, os fraudadores enviam e-mails enganosos, criados para se assemelhar a mensagens oficiais de empresas, e solicitam que os destinatários das mensagens lhes forneçam informações, ou os encaminhem a sites na Web onde são solicitados a fornecer dados sigilosos.

A Amazon abriu 11 processos contra os praticantes de spam e outros no ano passado. Resolveu quatro deles enquanto três não deram resultado, disse Zapolsky.

A Microsoft, na semana passada, abriu nove processos contra praticantes de spam que enviam e-mails não solicitados, entre os quais uma empresa que hospeda serviços de marketing por e-mail. A Microsoft informou estar envolvida em mais de cem processos contra spammers, entre os quais mais de 70 abertos nos Estados Unidos.
 

Reuters

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