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Autoridades dos Estados Unidos prenderam dezenas de pessoas em uma operação de combate ao envio de emails indesejados, prática conhecida como spam. Os suspeitos também são acusados de roubo de identidade e outras atividades fraudulentas online.
O Departamento de Justiça dos EUA deve anunciar os detalhes da operação em entrevista coletiva a jornalistas marcada para amanhã. O departamento não quis comentar o assunto antecipadamente.
O Congresso do país proibiu muitas formas de envio de email não solicitado no ano passado, mas a prática continua a invadir as caixas de mensagens dos internautas com mensagens que promovem pornografia, medicamentos suspeitos e serviços de empréstimo.
A quantidade de spam em circulação chegou a 65 por cento de todos os emails enviados em julho, segundo a empresa de segurança de computadores Symantec, uma alta em relação ao índice de 50 por cento verificado no mesmo mês do ano passado.
Durante 2003, fraudadores usaram o spam para enviarem vírus e links de sites falsos de instituições financeiras para conseguirem informações bancárias de internautas desavisados.
Provedores de Internet como a America Online abriram dezenas de processos durante o ano passado contra spammers e a Comissão Federal de Comércio dos EUA fechou empresas que enviaram mensagens fraudulentas. Casos criminais, porém, são menos comuns.
Promotores públicos da Virginia, Nova York e de outros Estados abriram processos criminais contra alguns spammers e o Departamento de Justiça dos EUA prendeu em abril quatro homens por envio de mensagens indesejadas.
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