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Terça, 24 de agosto de 2004, 11h59 
Brasil é o quarto maior produtor de spam do mundo
 
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O Brasil é o quarto maior produtor de spam do mundo. A informação é de uma pesquisa divulgada pela Sophos, uma das principais empresas de segurança contra spam e vírus.

Computadores no Brasil foram responsáveis por 6,17% de todo o spam enviado no mundo no mês de julho. Segundo a pesquisa, isso coloca o Brasil bem atrás dos Estados Unidos, que enviam 42,53% de todos os e-mails indesejados, mas à frente de países como Canadá, Japão e Alemanha, que produzem menos de 3% do spam cada um.

A Coréia do Sul, o país mais conectado em banda larga do mundo, consolidou sua posição como segundo principal produtor, com 15,42%. O país quase triplicou o número de e-mails indesejados que partem de seu território desde fevereiro. A China (incluindo Hong Kong) ficou em terceiro lugar, com 11,62%.

Leis
"Quase nove meses depois, a legislação anti-spam e a tentativa americana de diminuir a produção parecem ter tido pouco impacto. Os Estados Unidos ainda são, de longe, o principal ponto de partida das mensagens coletivas", disse Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da Sophos.

"O Canadá, no entanto, teve algum progresso, diminuindo a porcentagem de spam originado no país desde fevereiro." Ainda segundo a Sophos, muitos dos responsáveis pelo envio de spam entram em computadores de terceiros para mandar os e-mails indesejados.

"Muitos dos computadores usados para o envio de spam provavelmente tiveram sua conexão de banda larga explorada por algum hacker remoto", disse Cluley.

"Os chamados computadores zumbis, comprometidos por hackers ou autores de vírus, estão enviando cerca de 40% do spam mundial, aparentemente sem o conhecimento do usuário." A Sophos aconselha internautas a não comprar os produtos anunciados via spam.

"Várias medidas foram sugeridas para combater o spam, desde a cobrança para o envio de e-mails até mecanismos para autenticar o remetente, mas só isso não resolve o problema. Só uma combinação de legislação internacional, tecnologia e ação dos usuários vai acabar com o spam", conclui Cluley.
 

BBC Brasil

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