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Spam
Sexta, 2 de julho de 2004, 18h39 
EUA, Inglaterra e Austrália se juntam contra spam
 
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A comissão federal de comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) realizou um acordo com representantes do Reino Unido e da Austrália para combater o spam. A remessa de mensagens indesejadas (spam) é responsável por cerca de 83% do tráfego de correio eletrônico em todo o mundo, entupindo caixas-postais e custando às empresas bilhões por ano em capacidade de transmissão e perda produtividade.

Representantes da lei nos três países vão trabalhar em conjunto para perseguir indivíduos ou empresas que enviam mensagens além de fronteiras nacionais para evitar processos, informou a comissão. "O spam ilegal não respeita fronteiras", afirmou o presidente da FTC, Chairman Timothy, em um comunicado.

Muitos emissores de spam operam a partir dos Estados Unidos, mas direcionam suas mensagens por meio de computadores no estrangeiro para evitar detenção e tornar sua prossecução mais difícil. Depois da entrada em vigor de uma lei nacional anti-spam nos EUA, em janeiro, provedores de serviços Internet como a America Online disseram que estavam recebendo maior volume de spam de fora do país.

O acordo permite à FTC, a três agências britânicas e duas na Austrália compartilhar informações e trabalhar em conjunto na investigação e instauração de processos contra negociantes embusteiros que enviam bilhões de mensagens duvidosas todos os dias.

Representantes de agências legais planejam um encontro em Londres, em outubro, para discutir formas de combater o spam.

Steve Linford, fundador da organização anti-spam Spamhaus Project, receia que a aliança tenha um impacto real muito pequeno. "Seria mais útil trazer a China para essa aliança", disse Linford, acrescentando que 70% dos sites anunciados nas mensagens de spam têm hosts na China.
 

Reuters

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