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Spam
Quinta, 8 de janeiro de 2004, 16h41 
Lei anti-spam dos Estados Unidos tem pouco impacto
 
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As ofertas de Viagra à base de ervas e de juros hipotecários baixíssimos continuam a lotar as caixas de entrada de e-mails dos norte-americanos, apesar de uma nova lei que proíbe muitas mensagens online comerciais não-solicitadas (spam), afirmam executivos do setor de Internet.

Os comerciantes online continuam a bombardear os usuários com milhões de mensagens de spam, que diferem pouco em estilo e volume das enviadas antes que a nova lei entrasse em vigor, em 1º de janeiro, de acordo com provedores de acesso à Web.

"Não houve uma grande virada, uma grande mudança de conteúdo ou legitimidade", disse Mary Youngblood, gerente de proteção ao usuário no provedor EarthLink.

Um importante comerciante online disse que estava enviando um volume maior do que nunca de mensagens de e-mail não-solicitados.

A indignação generalizada quanto ao spam levou o Congresso norte-americano a aprovar a primeira lei nacional de combate ao e-mail indesejado, no ano passado. Mas até mesmo os mais ávidos defensores dizem que ela será em larga medida ignorada, a não ser que haja fiscalização e repressão agressiva.

O volume geral de mensagens de e-mail caiu na temporada de festas, já que as pessoas passam menos tempo diante de seus computadores no período, mas a proporção de spam com relação ao total se manteve constante, segundo os provedores de acesso à rede.

Representantes da Verizon Communications e da Earthlink disseram que o spam continua a responder por cerca de 55% do tráfego de e-mail que chega às suas redes. Uma porta-voz do Yahoo! disse que, igualmente, a situação do spam pouco mudou.

A America Online, subsidiária da Time Warner que opera o maior provedor de acesso nos Estados Unidos, disse que a nova lei levou muitos praticantes de spam a desviar seu tráfego via computadores instalados na Ásia, para dificultar a identificação.

Scott Richter, da Optinrealbig.com, um dos grandes praticantes de spam, diz ter mudado suas mensagens para cumprir a lei, incluindo seu endereço e uma notificação clara de que a mensagem é publicidade. "Estamos indo bem", afirma Richter, que responde a processos por fraude em Nova York e Washington.
 

Reuters

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