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A Polícia Federal, através da operação "Cavalo de Tróia", prendeu hoje acusados de desviar R$ 30 milhões no ano passado pela Internet. O número oficial de prisões, ocorridas no Pará, Maranhão, Piauí e em Goiás, será informado ainda hoje com a apresentação dos relatórios das unidades da Polícia Federal que estão participação da operação. "Há 18 presos agora e poderá haver mais", disse à agência de notícias Reuters um porta-voz da polícia federal, em Brasília.
Os golpistas praticavam a ação criminosa mediante o envio de mensagens, aparentemente inofensivas, para os correios eletrônicos de clientes de instituições bancárias, as quais, ao serem abertas pelos destinatários propiciavam a imediata instalação dos programas fraudadores nos computadores dos usuários.
O objetivo era capturar informações pessoais e sigilosas, remetendo-as, em seguida, aos integrantes da quadrilha. De posse dessas informações, os fraudadores conseguiam transferir dinheiro dos clientes dos bancos para contas de "laranjas", que emprestavam suas contas para a efetivação do ciclo fraudulento.
O perfil dos presos, segundo a Polícia Federal, é bem variado, incluindo um escrivão da Polícia Civil do Pará. No último ano a ação da quadrilha movimentou cerca de R$ 30 milhões, segundo estimativa da PF. Em um único dia, uma empresa foi fraudada em cerca de R$ 350 mil, apuraram os policiais.
De acordo com a Divisão de Comunicação Social da Polícia Federal, "Cavalo de Tróia" foi resultado de um extenso trabalho de investigação nacional, iniciada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários da Superintendência da Polícia Federal no Estado do Pará e acompanhado pela sede da Polícia Federal em Brasília/DF.
Esta investigação resultou na expedição de 33 mandados de busca e apreensão, 06 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de prisão temporária. Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Antônio Carlos Almeida Campello, da 4a Vara de Belém/PA, mediante requerimento da Polícia Federal.
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