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Spam
Propaganda
 
Renata Cicilini Teixeira*
 
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Continuando, consideremos os UCEs (Unsolicited Commercial E-mails) ou spams com a finalidade de divulgar produtos, serviços, novos sites, candidatos a cargos políticos, enfim, propaganda em geral Não discutiremos aqui a legitimidade da propaganda via e-mail ou eventuais normas e tendências do marketing pela Internet.

A proposta é falar sobre o spam e, infelizmente, muitas empresas têm usado este recurso para atingir os consumidores. A prática tem demonstrado que esta não é uma boa estratégia, visto que desgasta a imagem da empresa e até mesmo compromete sua credibilidade.

A questão chave com relação à propaganda por spam é que a Internet se apresenta como um meio fértil para divulgação de produtos, atinge um grande número de pessoas e a baixo custo.

Algumas categorias de spam do tipo propaganda são: a propaganda eleitoral; as abomináveis malas diretas com cadastros de e-mails e ferramentas automáticas para o envio de spam; a propaganda de produto que não existe ou de empresa que não existe! Dentre os spams que mais freqüentam as caixas de entrada dos usuários estão aqueles vendendo viagra e outras pílulas, substâncias milagrosas para melhorar o desempenho sexual de homens e mulheres, para perder peso sem sacrifícios, etc.

Ao falar em propaganda e spam, é importante citar alguns conselhos às empresas que utilizam formulários online para se comunicar com os clientes. São eles:

  1. Deixar a pergunta clara e objetiva para o usuário optar se deseja ou não receber informações por e-mail.
  2. Garantir um procedimento confiável de inscrição online em listas de divulgação, confirmando as requisições de inscrição, evitando assim que terceiros façam a inscrição de pessoas que não desejam participar da lista. É comum "engraçadinhos" inscreverem os amigos ou inimigos em listas de divulgação diversas, apenas por brincadeira ou retaliação.
  3. Em hipótese alguma a empresa deve divulgar o cadastro de inscritos em sua lista de divulgação, nem tampouco vendê-lo. Deixar isto bem claro no site ou formulário.

Enfim, a priori, não é nenhum pecado fazer propaganda por e-mail, desde que o usuário tenha solicitado o envio das informações e que os dados pessoais fornecidos por ele sejam preservados.

(*) Renata Cicilini Teixeira é bacharel e mestre em Ciências da Computação pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP de São Carlos. É GCIH (GIAC Certified Incident Handling) e atua como Analista de Segurança Sênior junto ao Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
 

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