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Muito tem se falado de spam e assim, em meio a uma avalanche de spams e de artigos e notícias sobre o tema, fica difícil fazer um raio-x do "dito cujo". Afinal, quais os tipos de spam mais comuns? Após pesquisar, analisar alguns espécimes que venho coletando nos últimos anos e classificá-los, apresento a vocês o resultado deste pequeno exercício de taxonomista.
Dentre os espécimes mais comuns de spam identificados na Internet estão as correntes, prometendo sorte, dinheiro, saúde e etc. Quase ao mesmo tempo surgiram os boatos, contando histórias mirabolantes ou estranhíssimas sobre determinado produto ou empresa. Em julho deste ano, a Coca-Cola do Brasil divulgou uma nota esclarecendo que o e-mail que trafegara na Internet nos dias anteriores, questionando a composição do guaraná Kuat, era falso. Na verdade era um boato, pois os nomes dos componentes citados no e-mail nem sequer existiam.
Considerando agora um pouco da evolução dos vírus, detectamos um ponto de convergência interessante com a evolução do spam. Em um dado momento da história, os desenvolvedores de vírus descobriram que seus "bichinhos" poderiam se espalhar muito facilmente através de um vetor chamado e-mail, principalmente se tivessem um Subject (assunto) convincente ou contassem uma boa história. Quem não se lembra do Love Letter? Quem não se sentiu tentado a abrir uma "carta de amor" piscando em sua caixa de entrada? Surgem então os e-mails contaminados com vírus e outros malware (códigos maliciosos).
Com o advento do comércio eletrônico, a Internet passou a integrar o mundo dos negócios: compras online, bolsas de valores, Internet banking e assim por diante. Aliado a isto, tem-se a popularização do uso e do acesso à Internet. Embora esta seja uma realidade ainda questionável no Brasil, não é na maioria dos países desenvolvidos. Neste contexto, a Internet emerge como poderosa ferramenta de marketing. Infelizmente, o spam pegou "carona nesta cauda de cometa", atingindo seu apogeu com os e-mails vendendo malas direta, cadastros gigantescos de e-mails, produtos e serviços válidos ou não, programas para obtenção de e-mails e para montar a sua própria mala direta. Surgiram também as fraudes e os golpes (scams), usando o spam como veículo, contando uma boa história ou simplesmente levando na conversa o usuário desatento ou desavisado. Isto sem falar nos spams com conteúdo pornográfico e nas ameaças.
Após esta breve exposição sobre a taxonomia do spam, vamos olhar mais amiúde para os tipos mais comuns de spam, considerando conteúdo e propósito.
(*) Renata Cicilini Teixeira é bacharel e mestre em Ciências da Computação pela USP de São Carlos e Analista de Segurança Sênior do Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
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