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A empresa de segurança para Internet Symantec elevou o nível de risco do vírus Bugbear de 3 para 4, de uma escala que chega até 5. Descoberto ontem, o vírus é a nova variante do W32.Bugbear@mm, que surgiu em outubro de 2002. Até a manhã de hoje, a Symantec já havia registrado mais de 700 casos de computadores infectados com a praga.
De acordo com outra empresa de segurança, a TrendMicro, até às 7h de hoje, 3.672 computadores escaneados pelo HouseCall, sistema de rastreamento online gratuito da companhia, já haviam sido infectados. Os três países mais atingidos, conforme estastísticas da empresa, são: Alemanha, com 981 casos, seguido dos EUA, com 842 e Brasil, com 454. No que se refere aos continentes, a América do Sul é o primeiro da lista, com 30,9% dos casos registrados, e a Europa vem em segundo lugar, com 16,9%.
A variante do BugBear é uma ameaça combinada que se espalha por meio de catálogos de endereços e compartilhamento de redes. O worm, considerado do tipo polimórfico, também infecta uma lista seleta de arquivos executáveis. O W32.Bugbear.B@mm apropria-se das capacidades de atividades do teclado, possui capacidade de abrir portas para acesso remoto e ainda tenta eliminar os recursos de vários programas de antivírus e firewalls.
A praga utiliza-se de uma vulnerabilidade do Internet Explorer para se auto-executar, em sistemas que possuem esse bug, quando o email infectado for lido ou visualizado. Como o worm não gerencia corretamente todos os tipos de recursos de rede, ela pode sobrecarregar as impressoras compartilhadas, causando a impressão de caracteres estranhos ou problemas nas funcionalidades das mesmas.
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