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Os planos para a criação de uma agência européia de combate ao crime cibernético - como vírus de computador e ataques terroristas online - poderão vir por água abaixo por causa da burocracia e do excesso de controle dos governos regionais.
A Agência de Segurança de Redes e Informação Européia, que desempenharia um papel importante na organização dos 15 países-membros da UE no combate a ameaças relacionadas à Web, deveria começar a atuar até o final deste ano.
Entretanto, os países integrantes do bloco agora afirmam que querem indicar diretamente os membros da diretoria que supervisionará o trabalho da entidade. Eles também pretendem acabar com um comitê que representará o setor privado na agência, disseram autoridades da UE.
A Comissão se opõe veementemente a uma revisão da estrutura planejada e agora ameaça retirar a proposta.
"Este debate é desnecessário. Estamos diante de ameaças digitais diariamente e não temos os meios de reagir a elas", disse um porta-voz da Comissão.
A Comissão Européia, órgão executivo da UE que propôs a criação da agência, defendia um órgão ágil e pequeno formado por 30 pessoas que rapidamente reagissem a ataques de vírus e outros problemas.
As autoridades de todo o mundo foram acordadas para os perigos das falhas graves em redes, como as causadas pela praga eletrônica SQL Slammer este ano. Atentados terroristas em potencial também são uma fonte de preocupação depois dos ataques de 11 de setembro.
As atribuições da agência incluiriam a coleta de dados de ataques online, avaliações de riscos de segurança e criação de diretrizes de prevenção e combate para os membros da UE.
Os Estados-membros do bloco já têm unidades locais que operam em crises -chamadas Equipes de Resposta a Emergências Informáticas -, mas não existe uma coordenação central. A nova agência seria uma resposta a essa necessidade e teria um custo de 24 milhões de euros em cinco anos. Outros 9 milhões de euros seriam somados com a entrada de 10 novos membros na UE em maio de 2004.
A UE harmonizou as leis contra o cibercrime, criando pesadas penas de prisão para hackers.
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