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As organizações mafiosas italianas descobriram uma nova utilidade para a terceira geração de telefonia móvel (3G) que os criadores da tecnologia certamente não haviam pensado: fraude eleitoral.
A idéia é a seguinte: os mafiosos mandam o eleitor para a cabine de votação com um telefone 3G equipado com câmera fotográfica. O eleitor então tira uma foto durante seu voto e depois envia a imagem provando que fez o combinado. Só depois disse ele recebe os 50 euros (US$ 57,30) prometidos.
Autoridades italianas descobriram a artimanha e prometeram erradicar a prática até as próximas eleições regionais marcadas para 25 de maio.
"O ministro do Interior, Giuseppe Pisanu, tomou medidas imediatas para frustrar qualquer tentativa de violar o segredo de voto, particularmente quanto ao uso de 3G nos locais de votação", informa um comunicado do Ministério, sem especificar as medidas adotadas.
Em uma prática de compra de voto no período pós-guerra, os mafiosos davam somente um dos pés de um calçado para pessoas pobres, prometendo entregar o outro pé se votassem conforme o combinado.
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