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As empresas que mais apostam suas fichas no MPEG-4 são basicamente três: Microsoft, Real Networks e Apple. Companhias como Intel, Sun, DivXNetworks e Sony também não fazem por menos.
Quem largou na frente foi a Apple com o seu QuickTime. O software da empresa trabalha com um sistema de transmissão muito semelhante ao MPEG-4 desde a sua versão 3. Não é nenhum exagero dizer que os profissionais do MPEG pegaram a tecnologia de Steve Jobs. As semelhanças entre os codificadores e decodificadores de vídeo e áudio não são mera coincidência.
Por outro lado, a Microsoft também não deixa muito a dever. O seu novo Windows Media Player 9 continua com a bandeira de uma solução proprietária. Só que desta vez o argumento da empresa é outro. A sua exclusiva tecnologia batizada de Advanced Streaming Format (ASF) promete dar muito mais proteção aos provedores de conteúdo. O formato criado pela empresa de Bill Gates oferece criptografia e proteção contra cópia.
Na contramão vem a Real Networks. A nova versão do player servidor da empresa, o Helix, já vem com todas as especificações do MPEG-4. Só que o lançamento da Real também trabalha com o ASF da Microsoft e todas outras extensões proprietárias possíveis.
Contradições à parte, a companhia quer ser reconhecida como a única marca que atende todas as necessidades do mercado, mas também desenvolve a sua alternativa. Os codificadores Real Vídeo 9 e Real Audio 8 são as armas da companhia para brigar com o ASF. "As nossas alternativas são superiores aos MPEG-4 ou qualquer outra extensão, embora nós trabalhemos com todas elas também", disse Ricardo Caporal, gerente de produtos da Real Networks Brasil. É ver para crer.
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