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Saiba tudo sobre MPEG-4
 
Alexandre Mandl
 
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Formatos para assistir vídeo na Internet ou no DVD não faltam. Tudo depende da qualidade da imagem que o espectador quer ter, ou melhor, do que as empresas têm a oferecer. O principal nome do setor é a Motion Picture Experts Group, mais conhecida como MPEG. A última novidade do grupo é o MPEG-4, que promete gravar dados com uma resolução inédita e ainda fazer transmissão pela Rede.

Toda promessa de trazer o cinema para a Internet vem desde meados de 1993. O MPEG buscava desde então um padrão que permitisse superar a qualidade de imagem do DVD (MPEG-2) e ao mesmo tempo algo que ainda valesse para as conexões ADSL e de modems discados. Aí vale aquela velha lógica: quanto melhor o arquivo, maior é o seu tamanho (mais lento).

A briga para melhorar a qualidade e diminuir o tamanho teve um fim quando os engenheiros da MPEG descobriram que tudo não passava de como comprimir informações. O MPEG-4 não espreme apenas os frames da imagem, mas também compacta as informações de como eles se sucedem.

Em poucas palavras o formato é baseado em objetos audiovisuais. O termo significa que as informações de som e vídeo transmitidas na hora são separas do conteúdo pelo todo. Em analogia, é possível dizer que a arquitetura quebra um tijolo e envia pedrinha por pedrinha as informações. O que garante que se houver uma queda na velocidade da transmissão, a qualidade das imagens não cai do nada. De acordo com Pércio dos Santos, da produtora de vídeo DVD CareWare, o formato foi concebido para trafegar literalmente a baixas taxas de transferência, principalmente entre 100 Kbps e em 1 Mbps.

Basicamente, depois do MPEG-4 é possível dizer que existem tecnologias para cada tipo de mídia. O MPEG-1 é dedicado para produtos como Vídeo CD, o MPEG-2 para DVD e TV digital e finalmente o MPEG-3 para MP3. O novo MPEG-4 vai ser realmente utilizado para transmissões de alta qualidade na Internet.

A explicação técnica é simples. Enquanto o MPEG-1 fica numa resolução de 320x240 pixels, o MPEG-4 chega aos 4096x4096 sem problemas. E o melhor, toda essa qualidade pode ser transmitida até mesmo em conexões de 5Kbps. Além de ser bem econômico, a tecnologia também suporta efeitos em Shockwave, Flash e 3D. ¿Desde o começo a tecnologia foi desenvolvida para resolver o problema de mídias, então é lógico que modems de 56Kbps ou ADSL 256Kbps serão os maiores beneficiados¿, lembrou Pércio.

Só que toda a questão é porque tantas empresas decidiram apostar no MPEG-4 se ele é apenas um avanço dos formatos anteriores. A desvantagem é ser um formato "caro". A tecnologia MPEG-4 já incorpora as primeiras ferramentas de direitos autorais. Qualquer pessoa que utilizar um vídeo da extensão terá que pagar obrigatoriamente para o autor uma determinada quantia.

Já existe até mesmo um grupo de empresas voltada para as cobranças do MPEG-4, a MPEG LA. Os membros da tal organização propõem que seja cobrado US$ 0,02 por hora de arquivo transmitido pela Internet. Fora o preço do licenciamento que é cobrado das companhias que desenvolveram programas para executar arquivos do gênero.
 

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