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Sexta, 1 de abril de 2005, 12h41 
Operadoras querem software barato contra pirataria
 
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Um poderoso grupo de operadoras de telefonia móvel pediu, na sexta-feira, por preços mais baixos para sistemas que impedem a pirataria de conteúdos protegidos por direitos autorais em celulares. As empresas afirmam que pagamentos elevados de royalties podem prejudicar os mercados de música digital e vídeo.

A Open Mobile Alliance (OMA), organização setorial da telefonia móvel, desenvolveu um padrão aberto para software antipirataria, mas a tecnologia usada com o padrão é cara demais, disse a GSM Association, que congrega operadoras do setor.

A associação ameaçou abandonar o padrão aberto e pediu por sistemas novos e mais baratos de administração de direitos digitais (DRM), ainda que isso possa significar fragmentação que se provaria frustrante para os consumidores.

Sem um padrão aberto, os consumidores perderiam a capacidade de executar qualquer faixa de música ou filme digital em qualquer aparelho móvel.

As queixas das operadoras seguem-se a reclamações semelhantes dos fabricantes de celulares e bens eletrônicos de consumo, que afirmaram à Reuters no final de fevereiro que a cobrança de royalty de 1 dólar por aparelho móvel era um preço alto demais apenas para proteger música e vídeo digitais contra cópias ilegais.

Eles disseram que não conseguiriam recuperar essa quantia com a receita gerada pelo entretenimento digital em celulares.

As operadoras teriam também de pagar uma porcentagem do preço de cada download, o que poderia representar royalty de 1 centavo de dólar sobre uma canção cujo download para um celular custa 1 dólar.

A cara tecnologia de combate à pirataria é administrada pela MPEG LA, que reuniu sob um só teto as patentes essenciais controladas pela InterTrust e ContentGuard, duas pequenas, mas poderosas empresas de DRM, além das gigantes da eletrônica Sony e Matsushita Electric Industrial, do Japão, e Philips, da Holanda.

"A GSM Association acredita que seus membros não só encaram a tarifa por aparelho proposta pela MPEG LA como pouco razoável e excessiva, mas consideram a tarifa por transação proposta como inviável em termos de mercado", afirmou a associação em comunicado.
 

Reuters

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