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Terça, 29 de março de 2005, 15h09 
AMD venderá computador de baixo custo no Brasil
 
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A AMD pretende começar a vender um computador de baixo custo no Brasil até o final deste semestre. Chamado de Personal Internet Communicator (PIC), o PC tem custo de cerca de US% 200, ou R$ 540, e faz parte da estratégia da empresa para levar acesso à Internet a 50% da população mundial até 2015.

A máquina é equipada com disco rígido de 10 Gb e tem portas USB para conexão de periféricos como impressoras. O produto tem aproximadamente o tamanho de um livro grande e vem equipado com sistema operacional Windows CE e programas de escritório da Microsoft. Lançado na Índia em outubro do ano passado, o PIC é vendido no país asiático por cerca de US$ 185 sem monitor e por US$ 250 com a tela.

A expectativa da empresa é que o PIC seja enquadrado no programa do governo federal PC Conectado, de inclusão digital. "O PIC é um produto de informática e acho que o mesmo modelo de redução de impostos para os fabricantes de computadores poderá ser usado", disse Scodiero. Ele afirmou que o custo de US$ 185 pode sofrer acréscimo de 20% a 30% por causa da carga de impostos do país.

A companhia, que briga com a Intel nos mercados de computadores pessoais e servidores, negocia a produção do PIC, no País, com duas empresas que fabricam produtos eletrônicos sob encomenda. Sem divulgar números, o diretor da AMD para o Cone Sul, José Antonio Scodiero, afirmou que a companhia negocia também com operadoras de telefonia que poderão ficar encarregadas da distribuição do PIC. "Elas são as empresas que têm o maior acesso entre estas pessoas de baixa renda. Sabem os riscos de financiamentos e possuem infra-estrutura de acesso à Internet", afirmou.

"Falando francamente, o produto está indo mais devagar na Índia do que gostaríamos", disse o presidente-executivo da AMD, Hector Ruiz, a jornalistas, citando questões sobre necessidade de aplicativos e financiamento específicos para cada região.

A AMD tem cerca de 40% de participação no mercado brasileiro de processadores para PCs, de cerca de 4 milhões de unidades vendidas por ano, segundo a companhia de pesquisa do mercado de tecnologia IDC.

Sobre a possibilidade de instalação de uma fábrica de chips no Brasil, Ruiz afirmou: "Vamos abrir nas próximas semanas uma fábrica na Alemanha e somente nos próximos três anos vamos analisar a necessidade de instalação de uma nova fábrica (no mundo)."
 

Reuters

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