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Sandra Pecis
Quarta, 11 de setembro de 2002, 16h22 
Nova máquina da IBM
 
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A IBM colocou notebook, PDA e desktop em um só computador. Com 12cm x 7cm de tamanho, e 2cm de espessura, o protótipo de "computador flexível" da big blue é do tamanho de um bloco de notas, tem 128Mb de RAM, HD de 10Gb e um processador de 800Mhz que roda Windows XP. O codinome é MetaPad. O conceito por trás da máquina é que as partes "computacionais" devem ser separadas da "interface", portanto, o MetaPad pode ser inserido em diversos berços diferentes, de acordo com a necessidade do usuário.

Colocado num módulo PDA, pode depois ser retirado e colocado em outro módulo, o notebook, e ser utilizado durante um vôo, por exemplo. Em casa, viraria o núcleo de um PC de mesa. E ainda poderia integrar outros módulos, como computadores vestíveis.

Melhor: em todas essas mudanças, o MetaPad retém os arquivos, programas e configurações e não precisa ser reinicializado a cada troca. A máquina custaria em torno de US$ 1000, sem contar o preço dos módulos - que seriam bem mais baratos pois dispensam CPU, RAM e HD. Ainda sem planos de comercializar a novidade, a IBM também não sabe se vai fabricá-lo ou licenciar a tecnologia.

Mitnick enfrenta a Justiça - de novo
O famoso hacker Kevin Mitnick vai voltar em breve aos tribunais. Desta vez, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos moveu uma ação para revogar sua licença de radioamador, por temer que, com seu passado de hacker, ele no futuro possa vir a violar alguma das regras ou regulamentos. Mitnick contratou um advogado e disse que vai lutar enquanto suas finanças permitirem. Ele diz estar ansioso por voltar a ter uma vida normal e poder usar suas habilidates tecnológicas de maneira positiva.

Acordo enrolado
O Departamento de Justiça norte-americano recebeu cerca de 30 mil e-mails a respeito do acordo no caso antitruste contra a Microsoft. Destes comentários, apenas 10% eram legítimos. O resto, segundo o DoJ, eram insultos ou pornografia. Foram 7,5 mil mensagens de pessoas a favor do acordo entre a Microsoft, o governo federal e nove estados, e 15 mil contra. Outros 7 mil comentários não foram considerados por conter frases como "eu odeio a Microsoft". A juíza distrital Colleen Kollar-Kotelly deverá avaliar o acordo em uma audiência marcada para a primeira quinzena de março.
 

Redação Terra