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Segunda, 21 de março de 2005, 09h19 
MIT defende adoção de software livre no Brasil
 
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Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), uma das instituições mais conceituadas da área, defenderam a adoção do software livre no programa PC Conectado. Em carta enviada nesta semana ao presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu, o diretor do Laboratório de Mídia, Walter Bender e o cientista David Cavallo, argumentam que o software livre é a melhor escolha para programas de inclusão digital, por ser mais barato e oferecer mais capacidade e qualidade.

"É igualmente óbvio que a tecnologia mais poderosa pelo menor custo possível é a que oferece a maior penetração. È por esta razão que defendemos o uso de software livre de alta qualidade, ao contrário de versões simplificadas de software proprietários mais onerosos", justificam os pesquisadores, na correspondência.

O ITI é o responsável pela elaboração de estratégias na área de software no âmbito do grupo de trabalho que estuda formas de colocar em prática o PC Conectado, programa de inclusão digital idealizado pelo presidente Lula para dar acesso a computadores e conexão de Internet à população de baixa renda. O projeto preliminar foi apresentado ao presidente pelo coordenador do grupo, o assessor especial da presidência, César Alvarez, no final de janeiro.

Várias propostas para por o projeto em funcionamento estão em análise. Em linhas gerais, o PC Conectado vai permitir a aquisição de computadores a um preço não superior a R$ 1.499. A idéia seria financiar o produto em 24 meses. Segundo Renato Martini, diretor do ITI, a carta dos pesquisadores do MIT referenda a política de inclusão digital do governo e a política de adoção do software livre liderada pelo instituto brasileiro desde o início do governo atual. "Programas de inclusão digital sem software livre nascem mortos, essa é a mensagem principal da carta, na minha avaliação", afirmou Martini.

As outras áreas de estudo no grupo de trabalho do PC Conectado são hardware, conectividade e avaliação econômica. Em encontro com representantes do mercado de tecnologia da informação, em São Paulo, Alvarez disse que o modelo de bônus está descartado.

A equipe havia pensado na concessão de um bônus de até R$ 250 para o consumidor, como forma de reduzir o preço do equipamento. Essa opção deverá ser substituída pela redução tributária aos fabricantes. Os detalhes da operacionalização do PC Conectado, com a definição do melhor modelo de comercialização dos computadores, devem ser anunciados dentro de 10 dias, conforme adiantou Alvarez, aos empresários.
 

Agência Brasil