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Mais um golpe eletrônico projetado para roubar senhas bancárias circulou neste último final de semana. A isca, desta vez, foi uma suposta campanha da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) para arrecadar fundos que seriam destinados a crianças. Este phishing scam, porém, tinha um agravante: os golpistas conseguiram hospedar dentro do site da própria Abrinq o cavalo-de-tróia usado no e-mail fraudulento. O programa maléfico esteve no ar durante pelo menos cinco dias, desde o sábado, dia 12 de março, até o final da tarde desta quinta-feira, 17.
Veja cópia da mensagem falsa
A falsa mensagem trazia o logotipo da Abrinq e o seguinte texto: "Faça uma criança feliz! Baixe a nossa proteção de tela e ajude-nos a dar um pouco mais de alegria para as crianças brasileiras! Baixando a nossa proteção de tela você estará ajudando-nos a arrecadar fundos com os anunciantes". A suposta proteção de tela, na verdade um trojan, estava em www.abrinq.com.br/tela-ABRINQ.exe.
Este detalhe tornava mais fácil enganar um internauta leigo, fazendo-o crer que se tratasse de uma campanha legítima da Abrinq. Na maioria dos outros scams que apresentam um endereço aparentemente legítimo de uma empresa ou instituição, basta colocar o mouse sobre o link para perceber que o endereço aponta para um site completamente diferente do informado.
InfoGuerra baixou o arquivo "tela-ABRINQ.exe" e o submeteu para análise no site VirusTotal.com. O resultado foi a detecção do cavalo-de-tróia PWS-Bancban.gen.b, também chamado de Trojan-Spy.Win32.Banker.ju ou Win32/Bancos.Variant!PWS!Trojan por algumas empresas antivírus. Variantes desse trojan vêm circulando há meses no País.
Quando o arquivo é instalado na máquina, falsas telas de acesso a serviços de Internet Banking são abertas toda vez que o usuário tenta acessar sua conta corrente em sites de grandes bancos brasileiros, como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e outros. As informações capturadas, como número da conta e senhas, são então enviadas diretamente ao golpista, por meio da própria conexão do internauta.
Na quarta-feira, dia 16, InfoGuerra entrou em contato com a Abrinq para saber como o trojan tinha ido parar no site da associação. A funcionária Priscila Finotelli, que se identificou como responsável pelo site, não esclareceu esse ponto, mas disse que estavam sendo tomadas providências para resolver o caso.
A partir daquele momento, quem acessasse o site da Abrinq veria um pop-up com o seguinte aviso: "ATENÇÃO ! Para conhecimento. A ABRINQ não está divulgando e-mail com downloands (sic). Obs.: Vírus". O arquivo maléfico, porém, permaneceu ainda mais um dia no ar, e só foi retirado no final da tarde de ontem. Neste momento, todo o site da Abrinq está fora do ar, com um aviso de que está "em atualização". A única coisa que continua acessível é o pop-up com o alerta, em www.abrinq.com.br/popup.html.
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