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A Intel anunciou hoje que o órgão de defesa da concorrência do Japão ampliou em duas semanas o prazo para que a fabricante de microprocessadores responda um alerta sobre violação de normas de competição. A decisão deixou rivais da empresa e autoridades européias na expectativa sobre um resultado para o caso.
A Fair Trade Commission (FTC) afirmou na semana passada que a unidade japonesa da Intel tinha pressionado as rivais AMD e Transmeta ao oferecer descontos para fabricantes de computadores que concordassem em não comprar ou limitar as aquisições de chips das competidoras.
O caso está sendo atentamente acompanhado pelas rivais da Intel, como a AMD, que parabenizaram o alerta feito pela FTC à empresa. A participação da AMD no mercado japonês de computadores caiu de 22,2% em 2002 para 10,4% em 2004. Segundo as análises da FTC, 2002 foi o ano em que a Intel começou a oferecer os descontos. Durante o mesmo período, a fatia da Intel no mercado subiu de 73,2% para 87%.
Após o aviso da FTC, a Intel, que vendeu US$ 3 bilhões em chips para o Japão no ano passado, afirmou que suas práticas comerciais são legais e justas e a empresa disse estar preocupada com a possibilidade de que as conclusões da agência não são baseadas em princípios concorrenciais aceitos no resto do mundo.
A Intel, maior fabricante de semicondutores do mundo, tinha que responder o alerta da agência japonesa até hoje, mas a autoridade regulatória aumentou o prazo para 1º de abril depois que a unidade da empresa no Japão pediu mais tempo para analisar o aviso.
Um representantes da FTC confirmou a extensão do prazo, afirmando que não é incomum a concessão de tempo extra. A aceitação do alerta da agência, que tem duas partes - investigação e ordem para encerrar a prática - significa que a unidade da Intel estará obrigada legalmente a desistir da estratégia observada pelo órgão regulador.
Se a Intel contestar as afirmações da FTC, uma comissão formada pela agência vai rever o caso. Se a companhia ainda não concordar com o resultado, poderá apelar a uma instância superior da Justiça. O processo todo pode levar vários anos.
A Europa também investiga a companhia por possível violação de leis antitruste. A Comissão Européia está cooperando com as autoridades do Japão. O mercado europeu de semicondutores é mais que duas vezes maior que o japonês. O alerta da autoridade japonesa feito à Intel é o segundo divulgado contra uma gigante da informática. Em julho do ano passado foi a vez da Microsoft, que resolveu contestar a agência.
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