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Quinta, 17 de março de 2005, 16h33 
MIT recomenda software livre ao governo brasileiro
 
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O Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigiado MIT, recomendou ao governo brasileiro a adoção do software livre - em vez de sistema proprietário oferecido pela Microsoft - no programa PC Conectado, que tem como objetivo vender milhares de computadores à população de baixa renda com preços reduzidos. A recomendação consta em uma carta obtida hoje pela Reuters.

"Nós defendemos o uso de software livre de alta qualidade como oposição ao uso de versões reduzidas de programas proprietários de custo maior", afirmou o diretor do laboratório do MIT, Walter Bender, em carta enviada ao governo brasileiro. "Software livre é melhor em termos de custos, poder e qualidade."

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros podem decidir em breve se software livre ou uma versão simplificada do Windows será instalada nos computadores do programa. O projeto tem meta de vender até 1 milhão de computadores em um ano, com custos parcialmente subsidiados pelo governo.

A decisão final sobre qual software será instalado já foi adiada algumas vezes. Alguns membros do governo acreditam que os consumidores deveriam poder escolher entre comprar um computador com código livre e pagar um pouco mais por uma máquina com software da Microsoft. A preocupação é que esta alternativa faria mais sentido para consumidores que já estão familiarizados com a plataforma da Microsoft.

Entretanto, defensores do software livre na administração federal acreditam que a Microsoft deveria ficar fora do programa. Muitas instâncias do governo estão migrando para o Linux, para reduzir milhões de dólares em custos com licenciamento de software. "Uma vez que o crescimento econômico sustentado baseia-se em contribuições a uma economia criativa e baseada em conhecimento, é óbvio para nós que o melhor caminho é fornecer a maior penetração de mercado possível", afirmaram Bender e o co-autor da carta, o cientista David Cavallo. "É também óbvio que a tecnologia mais poderosa e a custo mais baixo fornece a maior penetração."

A Microsoft não comentou o assunto.
 

Reuters

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