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Um cracker ajudou candidatos a vagas em universidades dos Estados Unidos a entrarem nos arquivos de uma das maiores e mais prestigiadas escolas de administração do país. A intenção foi verificar se tinham sido aprovados semanas antes do resultado oficial ser divulgado, informaram autoridades nesta sexta-feira.
Uma pessoa que se inscreveu na Harvard Business School divulgou instruções de como checar as fichas de inscrição em diversas escolas de negócios, incluindo Stanford, Duke e Dartmouth, no fórum de discussão sobre tecnologia da Business Week esta semana. Cerca de 100 pessoas que se inscreveram em Harvard seguiram as instruções, mas muitos não conseguiram saber se tinham entrado na universidade, já que os resultados ainda não tinham sido registrados no computador. A próxima leva de aprovados em Harvard deve ser divulgada no final deste mês.
"A escola vê isso como uma infração muito grave", disse o porta-voz da Harvard Business School, Jim Aisner. A instituição identificou todas as pessoas que tentaram verificar os resultados, disse Aisner. Contudo, ele não disse se essas pessoas foram aprovadas ou não. Todas as escolas utilizam tecnologia da ApplyYourself, companhia norte-americana que gerencia páginas da Web usadas por estudantes para inscreverem-se em aproximadamente 300 universidades. As escolas também usam a companhia para dizer aos concorrentes se eles foram ou não aceitos.
O presidente-executivo da ApplyYourself, Len Metheny, disse que a companhia fez modificações imediatas nos seus sistemas e que os inscritos não obtiveram informação nenhuma sobre ninguém além deles mesmos. "A pessoa que fez isso encontrou uma forma de acessar a página de decisões e depois contou aos outros como fazê-lo", disse Metheny.
O Harvard Crimson, que foi o primeiro veículo a divulgar a história, disse que o hacker escreveu: "Eu sei que todos estão cada vez mais ansiosos para saberem se entraram (na Harvard Business School). Então olhei no site deles e descobri uma maneira de fazer isso". A nota foi removida do site da Business Week. Representantes das universidades e da ApplyYourself não informaram se vão mover ações judiciais.
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