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Vírus e Cia
Sexta, 4 de março de 2005, 11h16 
Inglaterra terá centro contra pedofilia online
 
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A polícia britânica pediu hoje a criação de um centro nacional de combate aos crimes de pornografia infantil na Internet. Uma operação nacional de repressão, chamada Operation Ore levou a uma explosão no número de condenações por delitos relacionados à pornografia infantil.

As detenções e condenações por esse tipo de crime quadruplicaram no Reino Unido nos últimos quatro anos, de acordo com a NCH, uma organização de assistência à criança. Agora, a política enviou uma nova proposta de trabalho cooperativo aos provedores de acesso e às organizações de assistência à criança ao ministro Paul Goggins, na Secretaria do Interior.

"É o caminho para o progresso", disse o inspetor-chefe assistente Stuart Hyde, da Association of Chief Police Officers. "Temos de garantir que estejamos pensando e trabalhando juntos, todas as agências policiais e governamentais e todas as empresas", acrescentou.

O NCH disse que novas estatísticas demonstravam que 2.234 pessoas foram advertidas ou acusadas por delitos de pornografia infantil, em 2003, ante 549 em 2001. John Carr, assessor de segurança na Internet da NCH, disse que a alta no número de crimes sem dúvida estava vinculada ao sucesso da Operation Ore, mas que também se relacionava ao uso doméstico mais freqüente da Internet.

"Não queremos dizer que a culpa é da Internet, da mesma forma que os serviços telefônicos não têm culpa pelo mau uso que as pessoas façam deles, mas é possível alegar que a Internet facilitou uma intensificação considerável nessa forma de comportamento criminoso", acrescentou. "Creio que o que aconteceu é que a Internet tenha facilitado as coisas para muita gente que anteriormente conteria o interesse por esse tipo de material", disse.

Carr disse que o NCH também pretendia escrever ao secretário do Interior, Charles Clarke, para pedir que pressionasse mais os provedores no sentido de impedir que usuários ganhassem acesso a sites conhecidos de pornografia infantil.
 

Reuters

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