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Efeito psicológico. Esse foi um dos motivos apontados pelo presidente da Nokia no Brasil, Fernando Terni, para a gigante finlandesa de telecomunicações ter escolhido o Brasil para sediar mais um centro de desenvolvimento de aplicativos com base em softwares livres para celular. Na seleção, o Brasil bateu a Índia, relatou Terni, por conta de sua reconhecida comunidade de desenvolvedores Linux, além da receptividade do governo com os programas de código aberto. A Nokia tem outros nove centros de software livre no mundo, incluindo dois na Finlândia, país de Linus Torvalds, criador do sistema livre. "O Brasil deu clara demonstração de que esse é um caminho a seguir. Isso tem um reflexo psicológico importante", afirmou Terni a jornalistas nesta quinta-feira ao anunciar o projeto. Ele não divulgou valores de investimento, mas disse que serão contratados cerca de 100 pessoas para desenvolvimento de aplicativos em Linux e Java, assim como em Symbian, sistema de um consórcio de fabricantes de celulares que inclui a Nokia e é o mais usado em celulares inteligentes do mundo. O centro será integrado ao Instituto Nokia de Tecnologia, com instalações divididas entre Recife, Manaus e Brasília. Do total de 70 milhões de dólares de investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil no ano passado, pouco mais de 25 milhões de dólares foram destinados ao Instituto.
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