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Marketing boca-a-boca ganha código de conduta
 
Alessandro Barbosa Lima*
 
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Esta semana o boca-a-boca online deu um grande passo ao ganhar seu próprio código de conduta. A Word of Mouth Marketing Association, com sede em Chicago (EUA), aprovou e tornou disponível no seu site um esboço do código que irá regulamentar a conduta de empresas de marketing que pretendem explorar este novo mercado. Para quem acompanha a coluna E-LIFE, o boca-a-boca online ganhou força depois da popularização das conversas online de milhões de consumidores em todo o mundo, através de blogs e comunidades online como o Orkut.

O código de conduta era aguardado nos EUA por todas as empresas da área desde que alguns incidentes começaram a comprometer o marketing boca-a-boca. Um dos mais comentados, inclusive aqui na coluna, foi o que envolveu a Warner Bros e a banda Secret Machines. A Warner tentou transformar blogueiros em formadores de opinião distribuindo arquivos de música em MP3, causando a fúria desses blogueiros. E para piorar, alguns internautas acusaram funcionários da Warner de falsificar comentários em blogs como se fossem fãs fiéis da Secret Machines.

O código de conduta não aborda o boca-a-boca espontâneo, mas apenas aquele intermediado ou incentivado por empresas de comunicação e marketing. Como a Warner. O código é baseado na honestidade do relacionamento entre a empresa, o formador de opinião e os consumidores que são influenciados. O código tem três pilares principais: Honestidade do Relacionamento, Honestidade de Opinião e Honestidade de Identidade.

A Honestidade de Relacionamento prevê que os envolvidos em uma campanha de comunicação boca-a-boca - empresa de marketing, formador de opinião e consumidor - tenham conhecimento de todos os participantes da ação e da relação entre os formadores de opinião e as empresas de marketing envolvidas. Desta forma, a Word of Mouth Marketing Association pretende incentivar a transparência no relacionamento online.

A Honestidade de Opinião prevê que a comunicação boca-a-boca deve manter o que ela tem de mais valioso: sua honestidade. Não pode ser dito aos formadores de opinião o que dizer nem incentivá-los a dar falso depoimento sobre produtos ou serviços avaliados. Como formadores de opinião, eles precisam ter suas próprias opiniões sobre o produto ou serviço testado antes de falar com outros consumidores. A comunicação deve ser baseada no que o formador de opinião realmente acredita.

O último parágrafo do código trata da Honestidade de Identidade. Tanto empresas como formadores de opinião devem explicitar suas identidades. Ou seja, o consumidor deve sempre saber com quem está falando e as empresas de marketing devem estimular os formadores de opinião a sempre revelarem suas identidades.

Apesar de louvável, o código ainda deverá ser aperfeiçoado. Sentimos, por exemplo, a falta de informações mais detalhadas sobre a monitoração da comunicação boca-a-boca online, realizada nos EUA por empresas como a BuzzMetrics (www.buzzmetrics.com).

O código de conduta lançado esta semana pela Word Word of Mouth Marketing Association está aberto a discussões e comentários dos internautas. Para ler o código e fazer sugestões (em inglês) é preciso acessar o site da Word of Mouth Marketing Association (www.womma.org/ethicscode.htm).

* Alessandro Barbosa Lima é consultor de Marketing Online e autor do livro E-LIFE - Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web. Saiba mais sobre o autor, o livro e sobre seu trabalho de consultoria ou solicite palestras em sua empresa acessando www.elife.com.br ou enviando um e-mail para albali@elife.com.br
 

Redação Terra