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Quinta, 3 de fevereiro de 2005, 12h41 
Napster lança serviço e campanha contra iPod
 
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O Napster lançou uma versão portátil de seu serviço de música por assinatura, promovida por uma campanha publicitária de US$ 30 milhões que toma como alvo o popular iPod, player digital de música da concorrente Apple.

A promoção do Napster inclui comerciais que serão exibidos durante o Super Bowl, instando os usuários a comparar o custo da loja de músicas da Apple, iTunes, com o preço cobrado por seu serviço.

Os comerciais comparam o valor de US$ 10 mil para a compra de 10 mil canções na iTunes, que podem ser tocadas apenas no iPod, ao preço mensal de US$ 15 para baixar número ilimitado de canções, do catálogo de mais de um milhão de faixas disponível para os players compatíveis com o formato Napster.

Alguns analistas se surpreenderam com a verba de US$ 30 milhões que o Napster pretende investir em promoção, a qual representaria 70% do total que muitos esperam que seja dedicado ao marketing do grupo em 2005.

Mas as atraentes e caras campanhas da Apple para promover o iPod forçam os concorrentes a investir mais, dizem. "A Apple gastou por volta de US$ 100 milhões, ou possivelmente duas vezes mais que isso, para promover a iTunes e o iPod. Agora, chegou a vez do Napster", disse Rob Enderle, analista do Enderle Group.

Até recentemente, os serviços de música por assinatura estavam restritos em sua capacidade de transferir as canções que oferecem a players portáteis, enquanto a Apple vendia milhões de iPods portáteis permitindo que os consumidores adquirissem canções na iTunes e as baixassem para os iPods.

Chris Gorog, presidente-executivo do Napster, disse que a empresa esperava convencer os consumidores de que serviços de download pagos por faixa eram caros e "antiquados" se comparados ao modelo de assinatura proposto pela sua companhia. "Creio que não haja dúvida de que as empresas que vêm surgindo como líderes do mercado têm de gastar em publicidade", disse.

Com o novo sistema de administração de direitos digitais chamado Janus, desenvolvido pela Microsoft, os fornecedores de música por assinatura dizem ter uma resposta aos usuários que se queixam de que as canções baixadas só podiam ser ouvidas em seus computadores pessoais.
 

Reuters

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