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Quarta, 2 de fevereiro de 2005, 17h19 
Software livre garante economia para Embratur
 
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A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) deve encerrar, até o final de abril, a implantação da primeira etapa de software livre em todos os seus computadores. Com isso, em 2005, o órgão deixará de gastar com licenciamento de programas cerca de R$ 155 mil. A economia representa algo em torno de 33% do valor total dos equipamentos de informática da autarquia.

Em 2003, o ministro da Casa Civil José Dirceu orientou todos os ministros do governo a usarem preferencialmente o software livre. Sua implantação é, portanto, uma política do governo Lula, que garante a auditabilidade plena e a segurança dos sistemas, respeitando-se a legislação de sigilo e segurança. Trocando em miúdos, o sistema é aberto e permite ao usuário qualquer tipo de verificação a qualquer tempo, ao contrário dos programas proprietários, em que o código fonte é exclusivo de quem o comercializa.

Essa fase de implantação que se encerra agora, referente à instalação do OpenOffice no terminal dos funcionários da Embratur, é responsável por uma economia de R$ 70 mil. O pacote é um conjunto de programas similar ao Office, da Microsoft, com editor de textos, planilha de cálculos, programa de apresentação de slides, desenhos e programador HTML.

Nos bastidores a Embratur já conta, desde 2003, com um sistema de webmail com cerca de 300 contas, todo construído em plataforma livre. Se pago, custaria ao Instituto R$ 65 mil. O webmail é um sistema que permite que o usuário acesse seu e-mail em qualquer terminal do mundo. Além disso, já estão funcionando dois sites também desenvolvidos em plataforma livre: www.braziltour.com, em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês) e o www.brasilnetwork.tur.br. Ambos com economia estimada de R$ 20 mil.

O Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu, acha que com a migração de seus servidores, a Embratur segue o exemplo de diversos órgãos públicos pelo País, que estão adotando sistematicamente o software livre em sua estrutura, para aumentar a segurança de seus sistemas, ter autonomia tecnológica e contribuir também com a diminuição da emissão de recursos através de licenças para o exterior. "Isso provoca uma reação em cadeia na mudança de comportamento do mercado, que cada vez mais terá empresas com técnicos especializados nas plataformas e aplicativos livres, democratizando o acesso à tecnologia e criando empregos", afirma.

De acordo com o gerente substituto de Informática da Embratur, Carlos Seixas Rodrigues, o software livre é um programa de computador que pode ser usado, copiado e distribuído livremente. ¿Os produtos comerciais têm códigos secretos e é crime copiá-los. Já o software livre não só pode ser copiado como também modificado. Além de toda a economia que sua implantação representa, existe um grande significado político no seu uso¿, disse.

Foram comprados, em 2004, pela Embratur, 30 notebooks e 70 desktops. Com isso, a autarquia passa a contar com 155 desktops, dos quais 82% utilizam o OpenOffice. Dos 30 notebooks, adquiridos para uso da presidência, diretorias e gerências, todos têm o programa instalado.

Para 2005, está previsto o início do processo de migração total para OpenOffice com adaptação de quase todos os serviços de rede para essa plataforma. O projeto está em fase de elaboração e ainda não tem data definida para o término.
 

Redação Terra