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| Este menino de apenas dois anos ficou ferido mas sobreviveu |
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Nos últimos dias, a Web se transformou num amplificador para o mundo dos detalhes a respeito da tragédia na Ásia. Mais do que uma fonte de informações como a mídia tradicional, a Internet é onde se encontram depoimentos de quem sobreviveu, imagens, pedidos de quem procura parentes e amigos e manifestações de quem deseja ajudar, de algum modo, as vítimas do maremoto na Ásia.
Foi pela Internet que um tio reconheceu o sobrinho, um menino sueco que foi encontrado no alto de um morro na Tailândia, e foi também via Web, pela rede de relacionamento social Orkut, que a brasileira Giulyanna Loureiro, na capital do Sri Lanka, conseguiu tranquilizar família e amigos no País avisando: estou viva e bem. E é na Internet que sites como o Tsunami Help India concentram e organizam a ajuda oferecida.
Blogs, fotologs e até o Orkut são fontes imediatas de notícias e de imagens. E embora ainda não gozem da mesma confiança que os meios de comunicação tradicionais, num acontecimento como este seu valor cresce por trazerem relatos e fotos de gente que está dentro da situação. Gente como Andrew Sutton, um inglês que vive no Sri Lanka, e que conta em seu blog a experiência de viver um tsunami: "Escrevo a partir da praia de Kata, em Phuket, Tailândia, no dia seguinte ao tsunami. Tenho sorte. Uma vez na vida fiquei feliz por ter bebido um pouco mais a noite anterior, por isso, apesar de sair para caminhar na praia por volta das 8h15, voltei para o hotel para dormir um pouco mais e acabar com a ressaca já que devia estar de pé às 10h".
Andrew conta que ao despertar, pouco antes das 10h, abriu a janela do hotel em que estava com a mulher e não entendeu o que viu. "Normalmente, a baía tem uma linda cor azul. Neste dia, parecia haver entulhos e escombros de todos os tipos." Ele e a mulher chegaram a pensar em um acidente com algum navio. Depois, viram a chegada da próxima onda gigante. E, realmente, tiveram sorte: o hotel em que eles estavam ficou inteiramente de pé. Andrew conta no blog que só perceberam a dimensão da tragédia muito mais tarde.
Depoimentos e ajuda
Às vezes, as palavras nem são necessárias. Quer ver como ficou uma das praias da ilha de Phuket, depois do tsunami? É só olhar as quase 30 fotos no fotoblog de Hellmut Issel (www.pbase.com/issels/phuket_tsunami&page=1). Ou observar a seqüência de sete fotos no endereço www.themaxx.com/offensive/pages/picpile/18501.php, que mostra uma onda gigantesca avançando, carregando tudo pelo caminho e quase atingindo o teto do hotel.
O indiano Sumankumar oferece em seu blog (www.sumankumar.com/) vídeos, mais fotos e muitas notícias sobre a tragédia. Ele também criou o Tsunami Help India (http://tsunamihelpindia.blogspot.com/) para concentrar esforços e ajuda às vítimas indianas. Já um garoto italiano de apenas 14 anos transformou seu site, que antes homenageava Os Simpsons, em uma página para ajudar as pessoas a encontrar seus parentes e amigos. Em apenas dois dias, o site (www.tuttosimpsons.altervista.org/index.htm) teve 82 mil visitas. E já conseguiu auxiliar dois turistas italianos dados como desaparecidos e que foram encontrados graças a mensagens postadas na página.
O site australiano Wave of Destruction (www.waveofdestruction.org) é um serviço muito completo. Ele oferece notícias, vídeos, fotos, estimativa de prejuízos e a situação em cada um dos países atingidos, explicações científicas sobre o fenômeno e suas conseqüências, discussões e muito mais. Traz ainda uma lista dos sites que aceitam doações online em várias partes do mundo.
No blog Tsunami Help (http://tsunamihelp.blogspot.com/) encontram-se instruções para ajudar as vítimas a partir da colaboração com vários grupos e ONGs, e links para outros blogs que tratam do mesmo tema. O site Tsunami Victims (www.tsunamivictims.org/) tem o mesmo tipo de informação.
No The Wireless Blog (wireless.weblogsinc.com/entry/1234000207025240/), Mike Outmesguine fala do projeto encampado por uma comunidade de usuários e especialistas em comunicações sem fio da Califórnia, que pretende trabalhar pelo restabelecimento das comunicações nos locais que ficaram isolados. "Queremos enviar equipamentos sem fio e pessoal habilitado para as áreas atingidas e ajudar a reconectar as pessoas." Especialistas que desejarem se unir ao grupo serão bem-vindos, avisa.
No site World Changing (www.worldchanging.com/), o terremoto e o o maremoto decorrente recebem também com uma abordagem mais ecológica e política. O site é voltado para a discussão de "modelos, ferramentas e idéias para a construção de um futuro verde brilhante". Além disso, traz relatos, notícias e fotos, e também aponta sites, como o Architecture for Humanity (www.architectureforhumanity.org/), que se dedicam agora a angariar fundos e organizar auxílio.
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