> Informática
 boletim fóruns fale conosco



Spam
Cartilha de segurança
Guia de compras
Banda larga
Windows XP
Mais especiais

Informática
Segunda, 27 de dezembro de 2004, 12h40 
Linux sai dos escritórios e chega às casas
 
Últimas sobre Informática
» Exportações de produtos de informática supera US$ 100 bilhões
» Acusado de matar por comentário em site é solto
» Polícia investiga pornografia infantil no MS
» 35% dos softwares no mundo são piratas, diz estudo
Busca
Saiba mais na Internet sobre:
Faça sua pesquisa na Internet:
Robert Biggs, um funcionário público aposentado, usa seu computador basicamente para procurar receitas na Internet e verificar seu e-mail. O consultor de relações públicas Phil Gomes usa o PC para manter um elaborado site pessoal na Web. Os dois têm muito pouco em comum, exceto pelo fato de que os computadores que usam rodam o sistema operacional Linux.

Essa alternativa cada vez mais popular ao Windows, da Microsoft, decolou inicialmente no mundo empresarial. O Linux não só é grátis e fácil de adaptar às necessidades individuais de cada empresa, mas também é considerado mais seguro que o Windows, porque menos vírus são criados para atacá-lo.

Agora, a plataforma começa a atrair um número pequeno mas crescente de usuários domésticos. Gomes, que mora no Vale do Silício, gosta do Linux porque o sistema operacional é na prática imune a vírus. Também aprecia alguns dos softwares gratuitos que funcionam com a plataforma.

Enquanto isso, outro usuário sofisticado ajudou Biggs a fazer a transição do Windows para o Linux. Biggs, de Columbus, cidade dos Estados Unidos, começou a usar o novo sistema operacional quando seu filho John, editor de tecnologia da Laptop Magazine, o instalou no computador Pentium 3 de US$ 129 que usa, depois da máquina ter sido atacada por vírus. "John me inspirou", disse Biggs. "Ele ama o Linux."

Biggs disse que está satisfeito com o Linux, especialmente com os recursos de navegação do Mozilla, um browser que serve de alternativa ao Internet Explorer da Microsoft.

O browser Firefox, da Fundação Mozilla, permite navegação em abas, o que possibilita a abertura de páginas múltiplas em uma única janela. O programa também bloqueia anúncios em formato pop-up com mais eficiência do que o Internet Explorer, afirmam especialistas.

O Linux, desenvolvido por programadores voluntários de todo o mundo que coordenaram seus esforços via Internet, tem aparência semelhante à do Windows e oferece poder de computação similar ao do sistema operacional Unix, usado principalmente por empresas.

A companhia de pesquisa do mercado de tecnologia IDC espera que o mercado Linux combinado para desktops, servidores e software embarcado cresça 26% ao ano em média, alcançando US$ 35,7 bilhões até 2008. Nessa época, o mercado para computadores pessoais novos e usados que usam Linux deve crescer para 17 milhões de unidades, o que equivale a cerca de US$ 10 bilhões.

"Alguns aplicativos para desktops precisam existir antes dos consumidores aderirem em massa", afirmou Efrain Rovira, diretor mundial de marketing para Linux da Hewlett-Packard, que em agosto se tornou a primeira grande fabricante de computadores a lançar modelos de mesa e portáteis com o sistema livre. "Estamos fazendo experimentos para aprontá-lo (Linux)."

O Wal-Mart Stores, maior varejista do mundo, tem quatro modelos de PCs Linux em sua loja online e afirmou que a resposta dos consumidores tem sido boa. Os preços variam de US$ 199,98 a US$ 598. Todas as máquinas são produzidas pela norte-americana Microtel. "Uma vez que você tenha cerca de 8 a 10% do mercado, você vai ver uma explosão das pessoas usando o sistema em casa", afirmou Timothy Tuck, dono da empresa de serviços de informática Pervasive Networks. "Uma vez que todos vejam que os problemas no computador do trabalho foram embora, vão querer usar a mesma coisa em casa."

O analista Trip Chowdhry, da FTN Midwest Research, espera que o ritmo de adoção melhore com uma melhor divulgação do sistema entre os usuários domésticos. "O Linux não tem sido promovido agressivamente junto aos consumidores", disse Chowdhry. "Mas uma vez que ela seja visto nas prateleiras a situação deve mudar. As pessoas estão atualmente mais preocupadas com custos."
 

Reuters

Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.