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Um comitê do Senado dos Estados Unidos tenta acabar com um projeto para criar uma nova rede de satélites espiões que custaria US$ 9,5 bilhões e que poderia obter imagens apenas à luz do dia e com bom tempo. O debate sobre a utilidade do projeto, cuja oposição é liderada pelo Comitê de Inteligência do Senado, está gerando uma intensa disputa dentro do Congresso e entre o legislativo e o governo, afirma o jornal The New York Times.
O projeto, que é considerado altamente secreto, é o elemento mais caro dentro do orçamento de espionagem dos EUA, e é destinado para o Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO, em inglês), para criar um sistema de satélites que não pode ser detectado a partir da terra.
O jornal entrevista vários funcionários e especialistas em segurança que expressaram sua preocupação porque a rede de satélites teria as mesmas funções que outros sistemas já existentes. O senador democrata Jay Rockefeller, membro do Comitê de Inteligência do Senado, fez uma menção ao programa no plenário da Câmara, onde disse que o projeto era caro e desnecessário, mas não disse em que o projeto consistia.
Fontes do governo mostraram sua preocupação com a possibilidade do projeto ter sido divulgado e indicaram que alguns legisladores, incluindo o próprio Rockefeller, podem ter falado do programa e assim ter prejudicado a segurança nacional.
Outras fontes entrevistadas pelo jornal disseram que nos últimos dois anos houve um intenso nível de oposição ao projeto, em discussões a portas fechadas, e que entre os oponentes estão tanto republicanos como democratas.
Um dos principais defensores do plano é o atual diretor da CIA, Porter Goss, que até chegar ao cargo era membro do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes.
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