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A governança da Internet é distorcida em favor dos países desenvolvidos que inicialmente criaram a estrutura da rede mundial de computadores. A afirmação foi feita hoje pela ministra das Comunicações da África do Sul, Ivy Matsepe-Casaburri.
A África do Sul, com o maior número de usuários da Internet do continente africano, travou e ganhou uma longa e controvertida batalha pelo controle estatal sobre o domínio .za, que era administrado pelo grupo independente NameSpace ZA.
Matsepe-Casaburri acredita que as coisas melhoraram em termos de governança internacional da Web desde que o ICANN - uma instituição norte-americana - assumiu a administração dos domínios no lugar da organização anterior, que era contratada pelo governo dos EUA.
Mas afirma que um controle maior deve ser dado aos países em desenvolvimento. "Acreditamos que governos legítimos, como representantes de seus países, deveriam ter uma participação cada vez maior na governança da Internet", disse ela, em um encontro da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) na África do Sul.
O modelo atual "perpetua velhas estruturas de relacionamento" e impede os países em desenvolvimento de construírem "a infra-estrutura necessária para seu desenvolvimento", afirmou.
Os sul-africanos são os maiores usuários de Internet na África, mas o acesso é pequeno comparado ao de países desenvolvidos, com apenas 3,5 milhões de internautas ou 7% da população online. Críticos argumentam que a Internet deve continuar nas mãos da iniciativa privada e que não se pode permitir que nenhum governo controle seu conteúdo.
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