|
O juiz que avalia o recurso da Microsoft contra as sanções da União Européia convocou uma reunião para amanhã, com o objetivo de decidir o que fazer depois que parte dos reclamantes decidiu abrir mão de suas ações. A informação foi dada hoje por um porta-voz da corte.
A Novell e a Associação das Indústrias de Computadores e Comunicações (CCIA) se retiraram do caso depois de a Microsoft, fabricante do hegemônico sistema operacional Windows, concordar em pagar uma soma considerável a cada uma delas.
A Microsoft pagou cerca de US$ 20 milhões à CCIA, dos quais cerca de US$ 10 milhões seriam destinados ao presidente da entidade, Ed Black, segundo informou uma fonte próxima do conflito.
No entanto, um porta-voz da Microsoft declarou que os recursos foram totalmente para a CCIA e que "é óbvio que a diretoria da entidade decidirá como gastar o dinheiro".
O pagamento à CCIA se deve a "um reembolso por certos gastos legais e em relação ao tema em que a firma se envolveu", declarou a Microsoft.
O presidente da corte de primeira instância, Bo Vesterdorf, convocou a reunião de amanhã depois de dois dias de audiências, em 30 de setembro e 1º de outubro, nos quais foi avaliada a suspensão das sanções da Comissão Européia - que obrigariam a Microsoft a vender uma versão do Windows sem o software audiovisual Media Player.
Depois pagar US$ 536 milhões à Novell, em acordo de 8 de novembro, a Microsoft só não se acertou com a RealNetworks, que manteve sua posição diante do órgão regulador da União Européia.
Em março, a Comissão multou a Microsoft em US$ 611,2 milhões e ordenou que a empresa compartilhasse informações sobre seus programas com as marcas rivais.
|