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O BitTorrent está mesmo tomando conta da Internet. De acordo com a empresa britânica CacheLogic, o sistema de compartilhamento de arquivos é responsável por 35% do tráfego da Internet - mais do que todos os outros serviços P2P juntos. Já está sendo considerado o mais novo e forte desafio para Hollywood. Os estúdios, no entanto, terão muita dificuldade para derrubar o BitTorrent. O sistema não passa de um gerenciador de download de arquivos grandes que evita sobrecargas nos servidores onde eles estão hospedados. Ou seja, sua finalidade não é tão somente permitir a troca de filmes, seriados e músicas entre os usuários. Algumas empresas estão adotando o BitTorrent, oficialmente, para oferecer vídeos, demos de jogos e distribuições do Linux, por exemplo. Além disso, está surgindo uma leva de sites com o propósito de oferecer conteúdo legal por meio do BitTorrent, como o Legal Torrents, o Torrentocracy, o File Soup e o Etreee.

O programador Bram Cohen criou o formato de arquivo "torrent" e um software básico (chamado BitTorrent, disponível no endereço bittorrent.com). Mas empresas e outros usuários criaram programas bastante melhorados de download de arquivos "torrent". O mais popular e elogiado é o BitComet , mas o Azureus e o BitTorrent Lite também são muito bons. Todos são gratuitos e, em alguns casos, têm versões em português. Depois de instalar um cliente de BitTorrent, basta encontrar o link para o arquivo desejado. Ele sempre traz a extensão "torrent". Depois de clicar no atalho, é necessário informar apenas a pasta na qual o arquivo deve ser salvo. Depois disso, o programa se encarrega de fazer o download. A diferença - e a principal característica - do sistema BitTorrent é que o conteúdo não é baixado de uma única fonte, mas das máquinas de outros usuários que já baixaram o arquivo. Para as empresas, tal característica evita a necessidade de reservar grandes espaços para a hospedagem de arquivos e também diminui o consumo de banda. Mas é claro que a maior utilização do BitTorrent é o download ilegal de filmes e seriados de TV. "Não acho que Hollywood esteja disposta a deixar isso continuar acontecendo, mas a possibilidade de conseguirem (parar o BitTorrent) é outra questão", declarou Cohen à Reuters.

O próprio diretor de operações contra pirataria da Associação da Indústria Cinematográfica da América (MPAA), John Malcolm, reconhece as qualidades do BitTorrent. "É um sistema de compartilhamento de arquivos muito eficiente e está sendo usado e abusado por um monte de gente". O fato é que existe um mercado gigantesco de usuários que desejam ter acesso fácil - e barato - a este tipo de conteúdo. Mas tal como a indústria fonográfica, os estúdios estão mais preocupados em combater a pirataria do que em oferecer uma solução interessante para atender a esta demanda - como é o caso do já consagrado iTunes, o serviço de músicas online da Apple.

Anote o endereço http://www.notam02.no/~hcholm/altlang/. É um dicionário alternativo de gírias em mais de 162 idiomas. Contribuições de usuários são bem-vindas.
 

Redação Terra