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Quarta, 27 de outubro de 2004, 12h28 
Microsoft contesta política de software livre
 
Paulo Pinheiro
 
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O presidente da Microsoft Brasil, Emílio Umeoka, contestou hoje a política de software livre adotada pelo governo federal. Umeoka participou do evento Tá na Mesa, realizado na Federasul, em Porto Alegre.

Para Emílio Umeoka, a decisão do governo parece ter um caráter ideológico. "O governo precisa buscar o diálogo para encontrar o modelo ideal", explicou. O presidente da Microsoft Brasil salientou que é preciso avaliar todas as opções disponíveis. "O usuário é quem deve decidir qual é a melhor tecnologia", acrescentou.

Emílio Umeoka explicou que a política de software livre pode criar problemas na exportação. "Não há como gerar esse tipo de receita com produtos gratuitos", garantiu.

A Microsoft Brasil defendeu a criação de incentivos fiscais para o setor de informática como um todo. Emílio Umeoka disse que a decisão de investir apenas no software livre é arriscada. "O País corre o risco de passar por outra reserva de mercado no setor de tecnologia", alertou.

Proposta de software livre
Ontem, representantes do mercado de software brasileiro entregaram ao governo federal um documento com propostas para fortalecer a indústria de software livre no Brasil e alavancar a exportação do produto. No texto, eles reivindicam a criação urgente de um marco regulatório para garantir ao setor o desenvolvimento de software livre de forma segura.

Conforme proposta dos empresários do ramo, o governo não deve se preocupar em desenvolver software, mas sim em incentivar as empresas nacionais a se utilizarem desta tecnologia

Os presidentes da Sociedade Softex, Márcio Girão; da Fenainfro, Maurício Mugnaini; e da Assespro Nacional, John Forman, reuniram-se, no Palácio do Planalto, com os ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos; e com o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu.

Para Sérgio Amadeu, se o Brasil desenvolver com êxito software livre, deixará de importar esse tipo de tecnologia e estará incentivando o seu uso pelas pequenas e médias empresas. "O desenvolvimento de software livre dá independência para o governo e para o país e permite que a gente avance em criar códigos e gerar possibilidades de desenvolver a economia brasileira", defendeu o presidente do ITI.

Software livre se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software sem ter de pagar a terceiros.
 

Redação Terra