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Sandra Pecis
Aparelho de desligar TVs
 
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Uma espécie de controle remoto, lançado recentemente, está fazendo um surpreendente sucesso nos Estados Unidos. O dispositivo, que mais parece um chaveiro, é capaz de sintonizar pelo menos 200 freqüencias diferentes de 200 códigos infravermelhos. Com isso, ele é capaz de ligar e desligar cerca de mil aparelhos de televisão. E é esta justamente a sua função: desligar as TVs.

O TV-B-Gone foi criado pelo engenheiro elétrico Mitch Altman, de 48 anos de idade. Ele era uma criança que passava a maior parte do tempo em frente à televisão. Mais velho, interrompeu o hábito e ficou 24 anos sem possuir um único aparelho. Há 10 anos, Altman jantava com amigos em um restaurante. A televisão disponível no local estava em um volume tão alto que impossibilitava qualquer conversa. Assim, o engenheiro decidiu "inventar" um aparelho que desligasse TVs em locais públicos.

O dispositivo não permite mudar de canal nem traz qualquer outra funcionalidade que não seja desligar aparelhos de TV. Ele experimentou em vários locais públicos e constatou que as pessoas sequer se davam conta que os televisores haviam sido desligados. "A TV ligada já é tão parte do ambiente que as pessoas mal a assistem e não reclamam quando ela é desligada", declarou Altman em uma reportagem da Wired News.

O TV-B-Gone está disponível por US$ 14,99. O sucesso foi tão estrondoso que chegou a derrubar o site da sua empresa, a Cornfield Electronics. O endereço é www.cornfieldelectronics.com.

Uma empresa havaiana anunciou, recentemente, o lançamento do Cherry OS, mais um emulador capaz de rodar o MacOS X em computadores equipados com Windows. Até aí, tudo bem. Mas os especialistas estão dizendo que o produto não passa de uma fraude, com o suposto propósito de chamar a atenção para um outro serviço da empresa: streaming de vídeo baseado em Java.

Para piorar a situação da Maui X-Stream e do seu criador, Arben Kryeziu, um analista da Universidade de Wisconsin examinou uma cópia aparentemente inacabada do Cherry OS e declarou ter encontrado linhas de código do PearPC, um outro emulador de MacOS para Windows que também está em desenvolvimento.

Por enquanto, Kryeziu limita-se a dizer que a sua empresa não soube administrar corretamente o lançamento do produto, e que a demanda foi subestimada. Mas garante que o software não contém sequer uma linha de programação do PearPC. O Cherry OS foi lançado ao preço de US$ 50.
 

Redação Terra