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O worm Cabir, que ataca telefones celulares com tecnologia Bluetooth, está se espalhando em Cingapura. A informação foi divulgada pela F-Secure, com base em relatórios recebidos. A empresa também cita outros relatórios, não confirmados, indicando a presença do worm nas Filipinas, há pouco mais de um mês.
"É mais do que provável que o Cabir encontre uma forma de chegar também a outros continentes. Basta que alguém viage com um celular infectado em seu bolso", escreveu o executivo Mikko Hypponen no blog da F-Secure.
Detectado em junho de 2004, o Cabir foi considerado o primeiro worm verdadeiro a infectar telefones celulares, como os da série 60 da Nokia, com o sistema operacional aberto Symbian. A praga também transfere-se para outros equipamentos, não só celulares, que usem a tecnologia Bluetooth. Esta tecnologia permite a conexão direta e sem fio entre equipamentos dentro de um determinado raio de alcance (medido em metros).
Para que ocorra a contaminação é necessária a interação do usuário, que precisa aceitar o recebimento do arquivo malicioso e instalá-lo. Para convencer a vítima, o worm finge ser um arquivo do sistema de segurança do celular, chamado Caribe. Quando ativado, exibe uma mensagem e se copia para uma pasta oculta do sistema, evitando, assim, que seja eliminado, caso o usuário o apague da pasta de "aplicativos".
O worm não causa danos além do consumo excessivo de baterias ao buscar outros aparelhos Bluetooth. O anúncio da F-Secure a respeito dos ataques em Cingapura foi feito ao mesmo tempo em que especialistas de segurança reunidos em Kuala Lumpur, capital da Malásia, alertaram para os perigos relacionados a brechas de segurança em celulares das novas gerações.
Durante a conferência internacional "The Hack in the Box", que teve como tema principal a segurança em computadores, foi anunciada uma falha encontrada no programa Java 2 Micro Edition (J2ME), presente nos recentes modelos de aparelhos celulares.
De acordo com a agência de notícias BBC, foram descobertos novas possibilidades de ataques, que permitem a terceiros assumir o controle remoto do telefone e possível acesso à lista de contatos ou à conversa do usuário.
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