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Terça, 28 de setembro de 2004, 14h54 
CDs vão superar downloads da Web durante anos
 
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O CD ainda terá pelo menos cinco anos nos quais será o formato musical mais popular, antes que os downloads online reduzam seu domínio. A informação está em um estudo divulgado hoje.

A consultoria de tecnologia Jupiter Research anunciou que, em 2009, os consumidores europeus de música vão comprar 836 milhões de euros (US$ 1 bilhão) em música na forma de downloads digitais e assinaturas de serviços de rádio na Internet.

Nesse nível, a receita da música digital vai responder por mais ou menos 8% do mercado musical europeu, estimado em 10,2 bilhões de euros. O estudo não levou em conta o mercado dos toques musicais de celular.

O setor musical, prejudicado pela pirataria, quer muito que os serviços de download patrocinados pela indústria façam sucesso junto aos consumidores, para reduzir o domínio de redes de partilha gratuita de arquivos, como Kazaa e eDonkey.

Mas prever o crescimento no setor musical digital vem sendo muito difícil. No mês passado a Forrester Research previu que até 2009 o mercado de música digital na Europa ocidental vai valer 3,5 bilhões de euros, ou 30% do mercado europeu total. A Jupiter discorda.

Para a Jupiter, o bom e velho CD vai continuar a ser o formato mais vendido até o final desta década, na medida em que a base instalada de toca-CDs vai continuar a superar a de toca-MP3s e outros aparelhos de música digital.

Como acontece nos EUA, o mercado europeu de música online é dominado pela loja de música iTunes, da Apple Computer. O lançamento recente de Napster e Sony Connect, além de dezenas de varejistas que revendem faixas da OD2, da Loudeye, criou um mercado extremamente competitivo na Europa.

Todos brigam por uma parcela do mercado de música digital, que, segundo previsões, deve multiplicar-se por quatro este ano, chegando a movimentar 46,3 milhões de euros.

Nos próximos cinco anos, o maior catalisador do crescimento desse setor será a venda de aparelhos que tocam música digital como o iPod, da Apple, e o novo Walkman de disco rígido da Sony.

Mas, para a Jupiter, o crescimento nesse período deve ser prejudicado pela presença de muitas tecnologias diferentes de play-back e direitos digitais.
 

Reuters

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