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Quinta, 16 de setembro de 2004, 19h53 
Sexkut põe no ar uma rede de relacionamento sexual
 
Eva Mothci
 
Multimídia
Infográfico

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Você já ouviu falar - e muito! - no Orkut, a rede de relacionamentos sociais que virou mania na Internet e gerou outros serviços semelhantes. Agora, a Internet brasileira tem uma rede de relacionamentos sexuais. É isso mesmo: o Sexkut. E para quem pensava que era mais um dos boatos da rede, surpresa: o Sexkut existe, sim, diz um dos criadores, Marcos Pantoja, 25 anos, que conversou por telefone com o Terra Informática sobre a novidade.

O Sexkut conta hoje, três semanas depois de ser aberto para o público geral, com quase 2,5 mil integrantes. São 1.565 homens e 921 mulheres, heteros, homo e bissexuais. E embora a maioria seja de brasileiros, existem participantes dos Estados Unidos (120), Japão (23), Espanha (10), Portugal (8) e de outros países. Em termos de Brasil, os paulistas são maioria: 1008, mas há usuários do Rio de Janeiro, Minas, Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul e outros. As estatísticas vêm da URL fornecida por Pantoja.

Pantoja e um outro sócio coordenam o Sexkut, com a ajuda de mais quatro funcionários. Como trabalhavam com desenvolvimento de serviços e sistemas, a infra-estrutura básica já existia. A idéia do serviço surgiu da percepção deles de que, ainda que isso não seja explícito, as redes de relacionamento sociais funcionam também porque as pessoas são movidas pelo interesse sexual. "Resolvemos então aproveitar o filão", diz ele.

Criado nos moldes do Orkut, tem um funcionamento também semelhante, mas Pantoja esclarece que o Sexkut é um pouco mais restrito. "Nós somos um Orkut do sexo", explica. "Para participar você deve ser convidado por alguém que já faça parte do grupo e que tenha transado com você" (sexo virtual não vale). E mais: essa relação ficará clara e visível para as outras pessoas. Claro, só é permitida a entrada de maiores de 18 anos.

Outra diferença: no Orkut, as pessoas são amigas. No Sexkut "você tem seus elos, mas pode ser um amigo, um 'ficante' e até alguém com quem você tem um relacionamento estável", exemplifica. Cada pessoa entra com um "carma" neutro, e vai sendo avaliada e avaliando os outros. "Por exemplo, se você marcar um encontro com alguém e não comparecer, ou tiver mentido de alguma maneira, será avaliado negativamente e sua pontuação vai cair", ilustra Pantoja.

O visual, por enquanto muito parecido com o do Orkut, serviu para fortalecer a marca. "Já tivemos 10 mil usuários únicos na página", diz Pantoja. Mas, em breve, o Sexkut terá sua cara própria, que já está desenvolvida. "Agora é novidade, depois a 'histeria' passa e fica só quem está mesmo interessado", acredita.

É sacanagem, mas não é brincadeira, diz ele
A exemplo do Orkut, no Sexkut as pessoas também se agrupam em comunidades variadas - hoje são 378, e a mais numerosa é a "Ninguém é de Ninguém". Há também comunidades por preferência sexual, posições, cidades. As pessoas podem ou não se encontrar, depende inteiramente delas. O site tem um plano de negócios, e Pantoja mencionou a realização de eventos em clubes pelo País, mas sem entrar em detalhes.

Ele disse também não ter interesse em uma ampla divulgação, porque o Sexkut não existe para brincadeiras. "Queremos que a rede cresça, claro, mas não com 'curiosos', queremos gente interessada, que agregue valor, nosso interesse é formar uma rede de relacionamento de confiança, não nos interessa simplesmente aparecer", afirma. É impressionante, diz ele, o número de pessoas que escrevem mensagens de e-mail para o serviço "Fale conosco" do site pedindo para ser convidado. "É engraçado, tem gente que tenta nos enganar, dizendo que foi convidada mas 'perdeu' o convite e pede outro. Já havia gente vendendo convites em sites de leilão online, e nós pedimos que as ofertas fossem retiradas, são mentirosas. Não há convites à venda, e o vendedor esse nem era nosso usuário", conta.

Portanto, se você ficou interessado mas não rolou convite, não adianta pedir, só esperar. O Sexkut é um lugar para adultos que gostam de sexo, interessados em falar sobre isso e, mais importante, em conhecer novos parceiros. Adeptos de swing, troca de casais, voyeurs e muito mais podem encontrar no Sexkut outras pessoas com os mesmos interesses sexuais. Sem preconceito, sem ações criminosas (pedofilia, por exemplo, nem pensar), sem constrangimentos ou desrespeito. E, claro, com muito tesão.

No endereço www.sexkut.com/?help podem ser encontradas as perguntas mais freqüentes sobre os objetivos e o funcionamento do Sexkut. Mas, por favor, não mande e-mail solicitando convites, lembra Pantoja. Você não será atendido.
 

Redação Terra