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Os críticos e especialistas garantem que o enredo do filme recorre muito pouco ao clássico escrito por Isaac Asimov na década de 50, principalmente porque segue a tendência de Hollywood de recorrer a explosões e efeitos especiais. Mas não adianta: I, Robot, que estréia quinta-feira nos cinemas brasileiros, retoma a discussão sobre o futuro do relacionamento entre homens e máquinas.
No filme, um policial avesso a novas tecnologias (Will Smith) investiga a morte do fundador da U.S. Robotics, a maior fabricante de robôs do planeta. A principal suspeita recai sobre a nova linha de máquinas da empresa, o quase humano Assistente Doméstico Automatizado NS-5. Nada demais, não fosse pelo fato dos robôs sairem de fábrica com o seguinte código de conduta:
- Um robô não pode ferir um humano ou permitir que ele se fira;
- Um robô deve obedecer aos humanos, a menos que isso contrarie a primeira lei;
- Um robô deve proteger a sua própria existência, a menos que contraie as duas primeiras leis.
Tal como Matrix, Inteligência Artificial, 2001 - Uma Odisséia no Espaço e outros filmes de ficção científica (pelo menos, por enquanto), I, Robot aponta para um futuro no qual o convívio com as máquinas pode não ser tão amigável. E essa tendência encontra reforço no mundo real. São conhecidas como luditas as pessoas que preferem manter-se independentes dos computadores.
Embora não se considere um ludita, Bill Joy, cientista-chefe da Sun Microsystems, de tanto fuçar em tecnologia, adquiriu uma postura pessimista sobre o futuro. Segundo ele, o crescimento exponencial do poder de computação pode tornar as máquinas uma ameaça para a raça humana antes do ano de 2.100 - I,Robot ocorre em 2.035. Ele cita, principalmente, a nanotecnologia (tecnologia em escala molecular) e a auto-reprodução de máquinas.
Há quem diga, no entanto, que a humanidade já está completamente dependente dos computadores. E que, se todas as máquinas deixassem de funcionar, o planeta iria ao caos total - algo que não aconteceria há poucas décadas. Mas para você não assistir ao filme tomado pelo pessimismo, aqui vai uma curiosidade:
O principal representante da linha NS-5, o robô Sonny, foi gerado em um processo similar ao do personagem Gollum, de O Senhor dos Anéis. O ator Alan Tudyk participou de todas as cenas enfiado em um macacão azul - com exceção do rosto, que foi digitalizado. O corpo, por sua vez, foi substituído por outro totalmente baseado no visual dos computadores Macintosh, da Apple.
O Skype, um programinha gratuito que torna possível conversas telefônicas por meio da tecnologia P2P (de troca de arquivos), foi lançado em versão final. Desenvolvido por dois dos criadores do KaZaA, o software funciona como um programa de mensagens instantânes, mas a conversa ocorre por voz. De acordo com a empresa, a qualidade do som é superior à dos concorrentes - alguns pagos. Recentemente, a empresa fechou uma parceria com quatro operadoras de telefonia para oferecer um serviço pré-pago de ligações do computador para qualquer telefone. O Skype pode ser baixado no endereço www.skype.com, inclusive em português.
- Dois dias antes da data marcada para o lançamento - 3 de agosto - o game Doom III já podia ser obtido por meio das redes de troca de arquivos. Pirata, claro;
- No domingo, Steve Jobs enviou um e-mail aos seus funcionários revelando que havia passado por uma cirurgia de remoção de um raro câncer no Pâncreas. E que voltaria ao trabalho em setembro.
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