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Os governos asiáticos estão adotando o sistema operacional gratuito Linux em um esforço para reduzir custos e enfrentar preocupações sobre segurança de computadores. Isso tem ajudado a região a estimular o crescimento mundial na demanda por software, dizem fornecedores e analistas.
O Linux é conhecido como um software de "fonte aberta" porque o código de programação pode ser copiado e modificado livremente, o que permite uma ampla colaboração. O sistema operacional concorre principalmente contra o Windows e o Unix, no mercado de servidores para redes.
Em 2003, 10 por cento dos servidores vendidos na Ásia, excluindo o Japão, tinham Linux instalado, uma alta em relação ao índice de 7% verificado em 2001. A participação do sistema livre deve crescer para 25 por cento até 2008, segundo a International Data Corp (IDC).
Isso seria equivalente a um crescimento anual de mais de 38%, tornando o Linux a plataforma que mais cresce na região. O ritmo mundial no mesmo período, enquanto isso, deve chegar a 27%. Em comparação, a participação nas vendas de servidores Unix na Ásia caiu de 14% em 2001 para 13% em 2003. A fatia de mercado da Microsoft no mesmo período cresceu de 63% para 66%.
O custo relativamente mais alto das licenças para o uso de software proprietário é um fator importante que estimula os governos regionais a considerarem o Linux, disse Terence Ng, diretor de vendas regionais da Sun na Ásia. "Os montantes pagos por licenças de softwares proprietário podem ajudar os governos em alguns mercados em desenvolvimento, como a Malásia ou o Vietnã, a construir uma nova ponte ou até mesmo comprar um avião", disse.
A Red Hat, distribuidora do sistema Linux, diz que a economia pode ser de até 80 por cento, mas esses números vêm sendo contestados e algumas fontes alegam que o custo total de uso do Linux ao longo do tempo pode ser superior ao do Windows.
Desconsideradas as questões de custo, os governos também se preocupam com as falhas de segurança no software da Microsoft e as possíveis ameaças à segurança nacional geradas pelo uso de programas cujo código está sob firme controle de uma empresa, dizem analistas.
Em março, a Tailândia, Camboja, Laos, Birmânia e Vietnã fecharam acordo para desenvolver softwares Linux na Ásia, a fim de reduzir suas importações de programas da Microsoft. No mês seguinte, funcionários dos governos japonês, chinês e sul-coreano reuniram-se para estudar formas de promover o Linux como alternativa viável ao Windows.
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