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A Microsoft pode não pagar a recompensa supostamente oferecida ao delator do jovem alemão acusado de criar o vírus Sasser, comenta a imprensa alemã. O motivo seria o envolvimento do delator com o acusado e com o próprio vírus.
Além do suspeito inicial, Sven Jaschan, outros cinco estudantes da mesma faculdade estão sendo investigados. Segundo a revista Focus, a Época alemã e parceira da MSN, um desses suspeitos seria o delator, que está sendo acusado de sabotagem de computadores.
De acordo com a Sophos, o promotor responsável pelo caso não pôde confirmar a informação nem a identidade do delator. Ainda segundo a empresa antivírus, o porta-voz da Microsoft disse que a corporação não irá recompensar os envolvidos em crimes.
Diferentemente do que ocorreu com os worms MyDoom, Sobig e Blaster, a Microsoft nunca fez uma oferta pública para quem desse pistas do autor do Sasser. Segundo a empresa, a recompensa teria sido oferecida a pessoas que a procuraram no dia 5 de maio, perguntando exatamente sobre a existência ou não de um prêmio pela cabeça dos criadores do vírus. Até então, a empresa havia apenas noticiado que os caçava, com a ajuda do FBI e outros órgãos norte-americanos. O valor da recompensa ofertada pela Microsoft é de US$ 250 mil.
Ajuda ao autor
Nesse meio tempo, um grupo decidiu levantar fundos para ajudar na defesa de Sven Jaschan. A iniciativa, porém, não durou muito tempo e o site criado com esse propósito já foi fechado.
O grupo teria conseguido levantar pelo menos US$ 500, mas teve, segundo mensagem publicada no site, sua conta no serviço de doações online PayPal fechada. A mensagem também alega que eles não conseguiram entrar em contato com Jaschan e que os valores levantados serão devolvidos na forma que o PayPal permitir.
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