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Sexta, 7 de maio de 2004, 14h39 
Redes de troca de arquivos combatem a pedofilia
 
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Redes de troca de arquivos pela Internet revelaram esta semana uma nova estratégia para o combate da pornografia infantil, num momento em que são alvo de várias críticas do Congresso dos Estados Unidos. O P2P United, grupo que representa várias redes de trocas de arquivos pela Internet, afirmou que está trabalhando com a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) para publicar uma lista de "mais procurados" por suspeita de pornografia infantil em seus sites.

Em uma carta enviada ao subcomitê de proteção ao consumidor da Câmara dos Deputados, o P2P United afirmou que seus membros vão publicar informações sobre os suspeitos fornecidas pelo FBI. O diretor executivo do P2P United, Adam Eigrau, afirmou que espera que o programa esteja em funcionamento dentro de dois a três meses. Representantes do FBI não comentaram o assunto.

Redes de troca de arquivos como Kazaa e Morpheus têm sido alvo de críticas em Washington por permitirem que usuários copiem livremente músicas, filmes e outros conteúdos, prática que a indústria do entretenimento afirma ser culpada pela queda de vendas de CDs.

Os parlamentares norte-americanos estão mais preocupados com o acesso de crianças a conteúdo pornográfico. Eles afirmam que as crianças podem facilmente visualizar material impróprio quando digitam termos de busca como "Branca de Neve". "Crianças são o único alvo possível desta identificação falsa", disse o republicano Joe Pitts, que introduziu projeto de lei que exige que as redes de troca de arquivos obtenham permissão dos pais antes da instalação de seus programas.

O Kazaa melhorou seus filtros de conteúdo, mas a tecnologia não é capaz de reconhecer material identificado incorretamente, disse Marty Lafferty, presidente-executivo da Associação da Indústria de Computação Distribuída, grupo que representa o Kazaa.
 

Reuters

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