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O vírus Sasser (W32/Sasser) infectou milhões de computadores no mundo, atacando as máquinas que usam sistemas operacionais Windows 2000, Windows Server 2003 e Windows XP, informou neste sábado a companhia americana de segurança informática Symantec.
Diferente dos outros vírus, o Sasser não se propaga por e-mail, mas invade os computadores conectados em rede aproveitando-se de uma falha de segurança. Este vírus não afeta os sistemas operacionais Linux, McIntosh, Novell Netware, OS/2, UNIX, Windows 95, Windows 98, Windows Me e Windows NT, acrescentou a Symantec.
O vírus reinicia o computador automaticamente várias vezes e ativa um arquivo de 15.872 bytes. "É um desses vírus que repete a falha automaticamente, basta o computador estar conectado", indicou Mikko Hyppoenen, chefe de investigação de antivírus da empresa finlandesa F-Secure, em Estocolmo .
Este tipo de vírus explora uma falha de segurança, que de acordo com a Symantec foi anunciada pela Microsoft em seu boletim número MS04-011. "Ele entra em um dos computadores da rede e logo tentar passar para os outros. Escolhe suas vítimas ao azar", disse Alfred Huger, diretor principal de Engenharia da Symantec.
"Ele se propaga praticamente da mesma forma que o vírus Blaster do ano passado", explicou, por sua vez, Graham Cluley, da empresa Sophos, outra firma de segurança informática.
Ele viaja pela Internet "explorando brechas do sistema de segurança no software da Microsoft", acrescentou, destacando que, "embora não esteja viajando tão rápido como o Blaster", os computadores que não estão devidamente protegidos com as atualizações de antivírus, firewalls e patches de segurança da Microsoft terão problemas". A Microsoft tem patches de segurança para reparar a falha na rede, que podem ser acessados com a atualização do sistema.
O Sasser "não é como os vírus já existentes porque não parece causar danos aos computadores", falou Huger. "Ele deixa as máquinas mais lentas, mas não parece causar nenhum dano direto ao disco rígido", completou.
Cluley, por sua vez, advertiu que os usuários residenciais são mais vulneráveis ao Sasser porque não atualizam seus antivírus, não descarregaram os patches de segurança da Microsoft ou não têm firewalls.
De acordo com especialistas, o Sasser deve se alastrar ainda mais quando as pessoas voltarem ao trabalho na segunda-feira.
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