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Uma pesquisa divulgada ontem revelou que 31% dos internautas do país respondem spams, contribuindo para piorar o problema da torrente de mensagens comerciais indesejadas que já superou o número de emails legítimos, segundo dados de algumas empresas de segurança de computadores.
"Essa atitude só piora o problema, porque o usuário acaba confirmando para o spammer que o seu endereço é válido", explicou o analista sênior de suporte técnico da Symantec do Brasil, Lúcio Costa, em comunicado divulgado com o estudo realizado pela empresa.
Apesar de quase um terço dos internautas no Brasil responderem spams, 100% dos usuários pesquisados consideram a prática como invasão de privacidade. A Symantec ouviu 900 pessoas, em lojas de software das principais cidades do país, e descobriu que 42% dos internautas percebem um aumento no volume de spam que recebem.
Entretanto, muitas das pessoas, 69%, contam apenas com recursos de seus provedores de acesso para bloquear as mensagens indesejadas, que muitas vezes trazem softwares malignos que "sequestram" o computador do usuário para uso em ataques ou instalam programas espiões que capturam informações digitadas pelas vítimas.
O número de spams recebidos por 26% das pessoas ouvidas varia entre 51 a 100 mensagens diárias, enquanto 22% disseram receber de 10 a 50 spams por dia. Apenas oito por cento usam filtros junto com as ferramentas oferecidas pelo provedor de acesso e 6% têm em casa um produto destinado a separar mensagens indesejadas das demais, segundo a pesquisa.
Além disso, dos entrevistados com filhos, 31% estão muito preocupados com a vulnerabilidade de crianças e adolescentes às mensagens eletrônicas inadequadas, que muitas vezes trazem conteúdos pornográficos.
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