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Pesquisadores da Universidade do Missouri, nos EUA, desenvolveram uma técnica que, no futuro, poderá permitir a criação de órgãos e tecidos humanos através de um método inusitado: o órgão é "impresso", camada por camada, de forma similar à usada hoje em dia em impressoras jato de tinta.
A técnica faz uso de uma "tinta" biológica, que na verdade é uma cultura de células do tecido ou órgão a ser reproduzido. Após cada camada de "tinta", um gel especial é aplicado, para dar forma ao órgão. Após a absorção do gel, as células das várias camadas são quimicamente estimuladas a se unir, gerando o órgão final.
A equipe já conseguiu produzir "tubos" ocos de tecido muscular, e está se preparando para produzir partes simples, como veias e válvulas, que seriam transplantadas em animais, comprovando a compatibilidade do órgão "impresso" com um organismo vivo. Como o órgão é feito a partir de células do próprio doador, o risco de rejeição, ao menos em teoria, é zero.
A universidade busca agora patentear o método, e está procurando empresas interessadas em patrocinar a pesquisa necessária à criação de órgão humanos, funcionalmente completos, a partir das células de um doador.
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