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Terça, 2 de março de 2004, 08h44 
Europa batalha contra a pedofilia na Internet
 
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A organização policial européia Europol informou na última sexta-feira que espera fazer mais prisões em breve dentro da campanha para tirar da Internet imagens de pedofilia e para acabar com crimes contra bebês e crianças.

Logo após prender mais de 30 pessoas em uma operação coordenada em 10 países na quinta-feira, o representante da Europol, Mariano Simancas, disse que a polícia está usando novas técnicas para deter os pedófilos que atuam ilegalmente e em segredo na rede de computadores.

Anteriormente, pedófilos usavam a Internet para permanecerem anônimos, mas especialistas da Europol garantem que agora a polícia possui maneiras de acabar com a farra.

Simancas não quis especificar quais seriam estas táticas, mas disse que as novas técnicas incluem checagem cruzada de base de dados, troca de informações entre investigadores e outros procedimentos mais sofisticados. "Por trás da pornografia infantil, há abuso de crianças, exploração sexual infantil e estes não são crimes normais", disse em entrevista. "Não estamos falando de vítimas no limite da idade de consentimento. Há muitos casos onde as vítimas são bebês ou crianças muito pequenas de quatro ou cinco anos."

Conforme Simancas, o dano psicológico feito a estas crianças é para sempre e alguns policiais que viram as imagens precisaram depois de aconselhamento psicológico. Em alguns casos, os pais, mais freqüentemente o pai, é quem tira as fotos distribuídas pela Web. "O quão a salvo estão nossas crianças? Difícil dizer", disse Simancas, explicando que algumas crianças um pouco mais velhas são atraídas para reuniões com pedófilos através de salas de bate-papo da Internet. Algumas vezes, os criminosos publicam suas próprias fotos ou vídeos online.

As prisões feitas na última quinta-feira, quando também milhares de imagens foram apreendidas, fizeram parte da operação Odysseus, organizada pela polícia alemã. "Dizer que isso foi só a ponta do iceberg é muito forte. Mas essas não são as únicas redes de pedofilia", disse Simancas, acrescentando que haverá outras operações.
 

Reuters

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