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Várias versões de quatro dos mais populares antivírus do mundo, AntiVirus for Linux da Kaspersky Lab, InterScan Viruswall da Trend Micro, McAfee Virus Scan for Linux da Network Associates e AmaViS, para servidores de e-mail, ainda são vulneráveis a uma falha conhecida como "bzip2 bombs" (bombas de bzip2), conhecida desde a década de 90 e usada em ataques de negação de serviço. O problema foi identificado pela
AERAsec, empresa de segurança alemã, e afeta o componente de descompressão de grandes arquivos bzip2.
O componente é usado pelos antivírus para detectar pragas em arquivos compactados, os quais precisam ser extraídos e depois verificados. Em geral, esses arquivos extraídos são armazenados temporariamente em um diretório específico para arquivos temporários, comumente chamado de TMP. A falha no bzip2 pode entupir a pasta de arquivos temporários, além de causar um grande aumento de uso da CPU e impedir o uso de outras funções de verificação de vírus. Isso deixa as máquinas afetadas muito lentas durante o processo de descompressão e pode até fazer o sistema travar.
A Trend Micro e a Kaspersky Lab já têm correções para o problema, e a McAfee disse estar trabalhando num patch. A equipe do antivírus AMaViS publicou um alerta sobre o problema, mas a correção ainda não está disponível. Segundo a AERAsec, é possível que outros produtos antivírus estejam vulneráveis à falha.
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