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Quinta, 18 de dezembro de 2003, 15h51 
Lançada operação mundial contra pedofilia online
 
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Policiais do Reino Unido, América do Norte e Austrália lançaram uma operação contra pedófilos na Internet, usando falsos sites de pornografia infantil na Web. Os policiais informaram hoje que a "Operação Pin" é a maior campanha internacional já empreendida para reprimir o crescente mercado de pornografia infantil online.

Em entrevista coletiva concedida em Londres, os detetives ofereceram detalhes sombrios sobre o movimentado comércio internacional de pornografia infantil. Alguns sites chegam a cobrar pela transmissão de imagens de crianças sendo torturadas por adultos em tempo real, e encorajam os visitantes a digitarem sugestões sobre métodos de tortura, informaram os policiais.

Com os investigadores de todo o mundo sobrecarregados de casos de pornografia infantil, a Operação Pin representa uma mudança de tática, com a polícia tomando a ofensiva e deixando claro aos pedófilos e aos caçadores de curiosidades na Internet que estão cometendo um crime.

"O que estamos dizendo é que a Internet agora se tornou um lugar hostil. Se você é um pedófilo e está lá, vamos dificultar ao máximo suas atividades", disse Jim Gamble, comissário assistente do National Crime Squad britânico. Como parte da operação, os policiais vão criar sites que supostamente conterão imagens de pornografia infantil.

Os visitantes terão a opção de avançar ou não por uma série de páginas na Web que terminarão por conduzi-los a um site da polícia, onde serão informados de que os detalhes de sua conexão foram registrados, e que serão processados.

Informações sobre reincidência serão distribuídas via Interpol para uma rede de 181 forças policiais em todo o mundo. A polícia enfatizou que não postaria imagens pornográficas nos sites falsos, mas alegou que eles seriam projetados para se assemelhar aos sites reais desse gênero, para atrair o maior número possível de praticantes de delitos.

A Operação Pin, desenvolvida pela polícia de West Midlands, no Reino Unido, envolverá policiais norte-americanos, australianos, canadenses e britânicos. Não foi divulgada a data de lançamento dos sites falsos.
 

Reuters

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