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Comércio eletrônico terceirizado
 
Alessandro Barbosa Lima*
 
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Até bem pouco tempo montar uma operação de Comércio Eletrônico era ter que investir em servidores caros, software de gestão, certificados de segurança, além de ter autorização das principais bandeiras de cartão de crédito para operar com cartões, ou de bancos, para começar a emitir boletos, entre outras preocupações. E ainda era necessário montar um time, de atendentes a gestores financeiros para lidar com as vendas online.

Hoje tanto para o pequeno quanto para o grande empresário montar sua primeira operação de Comércio Eletrônico ficou bem mais fácil, principalmente porque tudo pode ser terceirizado. Em 1997, eu e meu sócio Jairson Vitorino lançamos nossa primeira operação de Comércio Eletrônico. Naquela época estávamos comercializando nosso primeiro software, o tutorial Criando HomePages. Lembro-me que as providências para vender pela Internet foram inúmeras. Primeiro, tivemos que montar um estoque. Apesar de estarmos vendendo bits, tivemos que transformar nossos bits em átomos. Ou seja, em vez de distribuirmos nosso produto pela Internet para download, como é cada vez mais comum hoje, tínhamos que enviar uma caixa para cada cliente que comprasse nosso produto. Na época, as previsões de Nicholas Negroponte, do MIT, ainda não tinham se concretizado. O mundo era muito mais dos átomos do que dos bits.

Sendo assim, nos abastecemos de uma quantidade considerável de caixas no nosso já minúsculo escritório. Tínhamos um servidor. E aí então foi preciso adquirir uma licença do Windows NT, além de outras aplicações para nossa loja. Contratamos um programador que criou nossa loja e adquirimos uma certificação digital. Aguardamos alguns meses até as operadoras de cartões de crédito entenderem o que era comércio eletrônico e como poderíamos vender pela Internet. Depois da infraestrutura tecnológica pronta, montamos então um pequeno SAC e divulgamos nosso produto.

Descobrimos então que nossos problemas estavam apenas começando. Nossa secretária já não dava mais conta dos pedidos e de gerar tantos boletos, imprimi-los e mandar pelo correio para a casa dos clientes, junto com o produto. Na época, o sistema de gerar boletos do banco não era integrado com o nosso site. Bem, depois de algumas milhares de cópias vendidas, aprendemos que comércio eletrônico não é algo para amadores.

Hoje, montar uma operação na Internet ficou muito mais simples. Para pequenas ou grandes empresas, uma operação de comércio eletrônico pode ser totalmente terceirizada. Se você é um grande empresário, tem experiência com varejo, produtos e pedidos em grandes quantidades, ou de grande valor, uma boa opção é terceirizar toda sua operação de Comércio Eletrônico. A Direct Shopping, por exemplo, é uma das empresas que realiza este serviço.

Através de sua própria operação de comércio eletrônico, funcionando há 7 anos, juntamente com outra de Telemarketing, a Direct Shopping adquiriu experiência que hoje a oferece a clientes corporativos que querem comercializar produtos pela Internet, mas sem se preocupar com os diversos processos que precisam ser gerenciados para montar uma operação. O modelo de negócios é baseado num percentual sobre a receita do varejista online. "Cuidamos de todo o processo. Do gerenciamento de pedidos até a entrega do produto", diz o diretor da Direct Shopping, José Francisco.

Outra empresa que aposta na tercerização do comércio eletrônico é a Tecnomídia. A empresa criou um serviço chamado CD sob Demanda. Através deste serviço qualquer produtor de conteúdo que queira comercializar produtos pela Internet, como software ou discos de bandas independentes pode apenas entregar seus bits à Tecnomídia que a empresa cuida de todo o serviço. Os preços variam. Para um software, por exemplo, a Tecnomídia cobra cerca de 11 reais por cada cópia vendida. Neste valor está incluído toda a tecnologia de Comércio Eletrônico (em servidor seguro), prensagem sob demanda de um CD ou DVD ROM, encarte e caixa em acrílico. O cliente tem acesso ainda a uma extranet para acompanhar as vendas. Testei o serviço da Tecnomídia ao colocar o CD ROM educacional Desafio dos Números para venda durante 1 mês. O site é muito bom e é possível integrar a solução de Comércio Eletrônico deles com o site da sua empresa.

Ainda para o pequeno empresário, outra solução interessante vem do Sebrae. Chamado de ViaSebrae, o serviço oferece toda a solução de comércio eletrônico do tipo Empresa-Empresa ou Empresa-Consumidor, desenvolvendo, hospedando, e dando suporte técnico e orientação comercial para as empresas interessadas.

O próximo passo? Promover sua loja. Veja minhas outras colunas para aprender um pouco mais como promover sua loja ou leia o meu livro.

* Alessandro Barbosa Lima é especialista em webmarketing, autor do livro Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web e também escreve no seu blog.
 

Redação Terra